PROSA EM RODA

Apresentação
Prosa em roda é um ação que utiliza como metodologia a Terapia Comunitária Integrativa (TCI). Na Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG), campus sede, tem sido realizadas desde agosto de 2016 como ação de prevenção de doenças e promoção da saúde, pela Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários e Estudantis (PRACE) em parceria com docentes da Escola de Enfermagem e do curso de Medicina da UNIFAL-MG e desde abril de 2017 no campus Poços de Caldas e em Varginha durante o ano de 2018 . Com respeito, acolhimento e inclusão como características, a Prosa em roda possibilita que os participantes compartilhem as angústias e ansiedades do cotidiano, seja da vida familiar, do trabalho ou da vida acadêmica, constituindo um espaço de crescimento pessoal e coletivo.

Introdução
Prosa em roda é um projeto baseado na metodologia da Terapia Comunitária Integrativa (TCI), constitui um instrumento que permite construir redes de apoio solidárias de promoção da vida e permite mobilizar os recursos e as competências dos indivíduos, das famílias e das comunidades, além de buscar suscitar a dimensão terapêutica do próprio grupo. É considerada ferramenta de acolhimento, partilha de experiências de vida, resgate da autoestima, autonomia e construção de vínculos saudáveis. Enquanto muitos modelos centram suas atenções na patologia, nas relações individuais, privadas, essa ação se propõe a cuidar da saúde comunitária em muitos espaços, principalmente nos espaços públicos. Propõe-se a valorizar a prevenção. Prevenir é, sobretudo, estimular o grupo a usar sua criatividade e construir seu presente e seu futuro a partir de seus próprios recursos. A metodologia da Terapia Comunitária Integrativa foi sistematizada há 30 anos por Adalberto Barreto, Professor de Graduação e Pós-Graduação de Saúde Comunitária da Universidade Federal do Ceará, médico psiquiatra, teólogo, antropólogo e terapeuta familiar. É uma prática recomendada pelo Ministério da Saúde desde 2008, por meio da Atenção Primária à Saúde. Atividades que utilizam o formato da TCI têm sido realizadas em várias Universidades Federais, tais como Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e Universidade Federal de Uberlândia (UFU), como uma ação de promoção à saúde e bem-estar dos participantes. Na UNIFAL-MG, cinco servidores concluíram o curso de formação em Terapia Comunitária Integrativa, os docentes Dênis da Silva Moreira, Gabriela Itagiba Aguiar Vieira e Sueli de Carvalho Vilela e TAE Vânia Regina Bressan - todos dos campi da Unifal-MG em Alfenas; a servidora TAE Rosana Elizete Tavares, lotada no campus Poços de Caldas; e durante o ano de 2018 novos servidores do campus sede e servidores do campus Varginha também foram capacitados nessa metodologia. Ainda sobre a capacitação dos servidores citados, duas das que são lotadas nos campi de Alfenas receberam ajuda de custo da Universidade para realizar a formação. A proposta ao realizar o curso, era implantar a Prosa em roda, no modelo da TCI, na Universidade como ação de prevenção e promoção de saúde, devido a crescente demanda de pessoas em sofrimento psíquico nos últimos tempos na universidade, salienta-se nossa preocupação com os casos frequentes de suicídio entre discentes nos últimos anos na UNIFAL-MG.

Objetivo Geral
Promover encontros interpessoais para promoção da saúde, construção de redes sociais de apoio e solidariedade e inclusão social.

Objetivos Específicos
Propiciar um espaço de troca de experiências, contribuir para a valorização das histórias de vida dos participantes, o resgate da identidade, a restauração da autoestima e da confiança em si, a ampliação dos problemas e possibilidades de resolução a partir das competências dos próprios indivíduos e comunidade. Utilizar os resultados das Rodas com Prosa para desenvolver pesquisas.

Justificativa
Devido a crescente demanda de estudantes, servidores e docentes da UNIFAL-MG, assim como da população em geral com problemas emocionais e em sofrimento psíquico, ofereceremos a Prosa em roda, nos três campi, considerando a formação na metodologia da TCI de servidores lotados nos mesmos e colaboradores. A Prosa em roda centra ação no acolhimento do sofrimento causado pelas situações estressantes. Trata-se de criar espaço de partilha destes sofrimentos, digerindo uma ansiedade paralisante que traz riscos à saúde. Estes fatores estressantes só podem ser enfrentados com a força do grupo, antes que resultem em patologias e gerem gastos com tratamentos. A partilha de experiências mostra as possíveis estratégias de superação dos sofrimentos do cotidiano e permite à comunidade encontrar nela mesma soluções para seus problemas, os quais pessoa, família, serviço público, não foram capazes de encontrar isoladamente. A Prosa em roda é uma ferramenta de cuidado que propõe um atendimento e acolhimento grupal que possibilita a integração com os serviços da rede de atenção à população de forma lúdica, acolhedora e integrativa visando diminuir o aparecimento de doenças, conflitos, violência e outros tipos de problemas. Além dos objetivos propostos, a Prosa em roda constitui cenário de pesquisa, outro objetivo dos servidores que fizeram formação na metodologia que subsidia essa ação e que conduzirão as rodas. No ano de 2018 gostaríamos de ter três discentes bolsistas, um para cada campus, para nos auxiliar na divulgação das rodas na Universidade e comunidade externa, pois o que temos observado é que a participação dos estudantes da UNIFAL, servidores, docentes e comunidade externa ainda é pequena. Precisamos do auxílio de discentes que possam servir de interlocutores entre público alvo e coordenação da ação, a fim de desmistificar a ideia de que participar da roda é se expor demais. A exposição faz parte do processo, mas ocorre em ambiente de confiança e respeito, com temáticas que podem ser publicizadas pelos participantes sem gerar danos. A Prosa em roda, de acordo com a metodologia utilizada, segue as seguintes regras: escutar quando o outro fala, falar de si utilizando a primeira pessoa “eu”, não julgar, não dar conselhos, não fazer análises, sermões, interpretações. Por meio da exposição de suas angústias e inquietações, é possível verificar que não se está sozinho. Na etapa da partilha, quem passou por situação semelhante dá sua contribuição e diz o que fez para superar, auxiliando-o na superação de seu problema. O que percebemos é que a partilha de experiências de vida aproxima as pessoas e o indivíduo não se vê mais sozinho diante de um problema que não é só seu, mas do coletivo.

Beneficiário
Estudantes, servidores TAE e docentes da UNIFAL-MG e comunidade externa.