VIVA BEM COM UMA ESTOMIA

Apresentação
A estomia intestinal ou urinária implica na mudança do trânsito normal da eliminação de urina ou de fezes, altera a imagem corporal, a autoestima e impõe o uso de tecnologias assistivas, tais como equipamentos coletores. O acadêmico de Enfermagem deve adquirir habilidades e competências para intervenções e educação em saúde à essas pessoas e para o apoio aos familiares. Com este projeto espera-se: que a pessoa com estomia e/ou ferida desenvolva habilidades para o autocuidado e melhor qualidade de vida; potencializar a responsabilização do cuidador familiar; que o acadêmico de enfermagem adquira habilidades e competências para realizar intervenções e educação em saúde à pessoa com estomia e/ou ferida, aos profissionais de saúde; a articulação entre ensino, pesquisa e extensão e a formação do cidadão.

Introdução
A abertura de um segmento de qualquer víscera oca através da pele com a finalidade de desviar de forma temporária ou definitiva o trânsito normal da alimentação, ventilação e/ou eliminação de urina ou de fezes é denominada estomia ou estoma (STUMM et al., 2008; SANTOS; CESARETTI, 2015). A pessoa com estomia passa pela experiência da alteração da imagem corporal, enfrenta grandes transtornos na vida pessoal e de relações. A equipe multiprofissional, em especial o enfermeiro desempenha importante papel na reabilitação e qualidade de vida dessa pessoa desenvolvendo ações no pré, no pós-operatório, na alta hospitalar, no acompanhamento domiciliar e no seguimento ambulatorial. Dada à cronicidade do processo de adoecimento e a necessidade de tecnologias assistivas torna-se imprescindível o acompanhamento, por meio de visitas domiciliares, até que o cliente adquira habilidades para o autocuidado, desenvolvemos ações para um público reduzido para a garantia da qualidade da atuação. Nesse contexto, o acadêmico de enfermagem deve adquirir habilidades e competências para intervenções e para a educação em saúde da pessoa com estomia e/ou ferida.

Objetivo Geral
Desenvolver ações de educação em saúde às pessoas com estomia e/ou ferida e aos seus familiares para o estímulo ao autocuidado e propiciar experiência da prática aos integrantes do projeto.

Objetivos Específicos
Desenvolver ações de extensão que proporcionem ao acadêmico de enfermagem uma experiência autêntica da prática profissional. Contribuir para a aquisição de habilidades e competências do acadêmico de enfermagem para o estabelecimento de intervenções e para a educação da pessoa com estomia e/ou ferida; Propiciar a articulação entre as atividades de ensino, pesquisa e extensão; Contribuir para a formação cidadã dos acadêmicos; Contribuir para a educação e apoio aos familiares na situação de adversidade. Desenvolver a capacitação da equipe para o cuidado da pessoa com estomia. Realizar intervenções e a educação da pessoa com ferida com vistas ao autocuidado, reabilitação e qualidade de vida. Produzir conhecimento que tenha pertinência e relevância social, a partir da problematização de questões ligadas ao contexto da pessoa com estomia que resulte em benefícios reais para a promoção do autocuidado, reabilitação e melhor qualidade de vida do cliente e o empoderamento do cuidador familiar; Produção de material educativo sobre a temática; Contribuir para a educação dos profissionais de saúde que lidam com esta pessoa e para o desenvolvimento do SUS.

Justificativa
Em estudos desenvolvidos pelos componentes deste projeto e pela nossa experiência enquanto docentes, atuando há mais de dez anos neste projeto detectamos lacunas entre a assistência prestada na atenção terciária e os cuidados no domicílio. Neste contexto, as ações deste projeto podem minimizar estas lacunas e contribuir para o autocuidado, reabilitação e melhor qualidade de vida destes clientes, uma vez que esta proposta visa ações para o acompanhamento domiciliar e a potencialização da pessoa com estomia e/ou ferida para o autocuidado. Destaca-se ainda que durante o desenvolvimento das ações deste Projeto os acadêmicos têm a oportunidade de desenvolver habilidades e competências para realizar intervenções e educação em saúde à essas pessoas. No Brasil o câncer é considerado um problema de saúde pública, sendo que o câncer do cólon e do reto é um dos mais incidentes, tanto em homens quanto em mulheres e o seu tratamento, em uma fase avançada, pode resultar na construção de uma estomia (INCA, 2016). Diante da realidade apresentada, a universidade deve exercer o seu papel social e desenvolver ações que contribuam para o enfrentamento da adversidade e para o desenvolvimento de habilidades e competências técnico procedimentais, éticas e humanísticas no acadêmico de Enfermagem, bem como, produzir conhecimento.

Beneficiário
Pessoas com estomia e/ou ferida residentes nos bairros urbanos do município de Alfenas-MG, mediante acompanhamento sistemático domiciliar, por uma equipe constituída por docentes, discentes da graduação e da Pós-graduação em Enfermagem e profissionais de saúde da comunidade.