CUIDADO FARMACÊUTICO (CONSULTÓRIO FARMACÊUTICO) NA CDM - CENTRAL DE DISTRIBUIÇÃO DE MEDICAMENTOS DE ALFENAS-MG E CLINICA DE FISIOTERAPIA DA UNIFAL

Apresentação
Atenção Farmacêutica (AF), atualmente também denominada Cuidado Farmacêutico, “inclui a determinação das necessidades de medicamento para um dado indivíduo e a provisão não somente do medicamento requerido, assim como, dos serviços necessários (antes, durante e depois do tratamento) para assegurar uma terapia perfeitamente efetiva e segura” (Brodie et al, 1980). Segundo Hepler (1985, 1987 e 1988), “a AF é uma relação feita em acordo, entre o paciente e o farmacêutico, na qual o farmacêutico realiza as funções de controle do uso dos medicamentos (com habilidades e conhecimentos apropriados), consciente de seu compromisso com os interesses do paciente”. Para Hepler e Strand (1990), a AF é “a prestação responsável de cuidados integrais relacionados com a medicação tendo como objetivo a melhoria da qualidade de vida dos paciente".

Introdução
No Brasil, a proposta é que a AF (ou Cuidado Farmacêutico) seja vista como um componente de um conceito mais abrangente: a assistência farmacêutica. Assim, a proposta não envolve apenas o acompanhamento farmacoterapêutico, mas compreende outras ações voltadas à promoção, proteção e recuperação da saúde tais como: a dispensação ativa, formulação magistral adequada às características de cada usuário de medicamentos, consulta farmacêutica, educação sanitária, incentivo ao uso racional de medicamentos e farmacovigilância (Ivana et al., 2002). A maioria das falhas na farmacoterapia pode ser atribuída a uma utilização inadequada dos medicamentos por parte dos usuários. A solução para este importante problema é a implantação de programas de AF nas farmácias em níveis hospitalar e ambulatorial, com o objetivo final de prevenir a morbi-mortalidade devido ao uso de medicamentos, através de uma prática dirigida a assegurar uma farmacoterapia apropriada, segura e efetiva a todos os pacientes. As falhas na farmacoterapia se devem a dois motivos independentes: a) por um lado, pode alcançar resultados não desejados ou efeitos adversos/indesejados, os quais se conhece como um problema de segurança e; b) por outro, pode não alcançar os resultados terapêuticos desejados, os quais se conhece por problema de efetividade. Entende-se efetividade terapêutica curar a enfermidade, eliminar ou reduzir a sintomatologia do paciente, interromper ou lentificar o processo patológico ou prevenir uma enfermidade ou sintomatologia. O problema é que nem sempre é essa a visão que o usuário de medicamentos tem de seu tratamento. Alguns, não cumprem a terapia porque são portadores de doenças que ainda não tem cura e portanto, segundo suas crenças, não é necessário tratamento. Outros possuem a crença de que todas as doenças são “agudas” ou seja, o medicamento só deve ser utilizado quando existem sintomas ou mal-estar. Um antigripal ao ser usado fará amenizar ou desaparecer os sintomas da gripe, sendo que este medicamento só deve ser usado se houverem sintomas gripais. Portanto, a cefaléia devido ao aumento da pressão arterial desaparecerá após a ingesta do anti-hipertensivo. O medicamento, neste caso, segundo a visão de muitos pacientes, serviria apenas para combater um sintoma. Dessa forma, cabe ao farmacêutico identificar as crenças dos pacientes e tentar ultrapassá-las através do seguimento farmacoterapêutico. Isto sem dúvida, não é uma tarefa fácil. Segundo Faus Dáder e Martinez Romero, realiza-se seguimento quando se põe em prática uma metodologia que permite buscar, identificar e resolver, de maneira sistemática e documentada, todos os problemas de saúde relacionados com os medicamentos desse paciente, realizando uma avaliação periódica de todo o processo.

Objetivo Geral
Promover o uso racional de medicamentos e a qualidade de vida da população por meio do fornecimento de serviços no âmbito do Cuidado Farmacêutico na Central de Distribuição de Medicamentos de Alfenas-MG.

Objetivos Específicos
a) Empoderar os pacientes em relação à condição de saúde e o tratamento medicamentoso; b) Compartilhar experiências entre profissionais e pacientes sobre condições de saúde prevalentes na comunidade; c) Favorecer a integração ensino-serviço-comunidade; d) Criar momentos de vivência e partilha para que os acadêmicos, imersos na comunidade, ampliem seus conhecimentos teóricos e práticos.

Justificativa
Segundo dados do DataSus em 2013, podem ter ocorrido entre 1,2 milhão e 3,2 milhões de internações de urgência ligadas a problemas relacionados aos medicamentos, resultando em um custo estimado de R$ 1,3 bilhões e R$ 3,6 bilhões (Brasil, 2015). Estudos realizados em 2002 demonstraram que 28% das visitas ao pronto socorro estavam relacionados a problemas na farmacoterapia , e destes, 70% eram evitáveis. Sabendo que situação semelhante é observada no município de Alfenas, a presente proposta busca aproximar a academia das demandas apresentadas pela comunidade, numa prática integrativa pela qual há a promoção da qualidade de vida num diálogo entre acadêmicos, equipe de saúde e usuários de medicamentos.

Beneficiário
Pessoas que utilizam medicamentos para tratamento de seus problemas de saúde em Alfenas-MG.