GERAÇÕES

Apresentação
Trata-se de um projeto desenvolvido por alunos da Liga Acadêmica de Geriatria e Gerontologia - LAGG da UNIFAL-MG. Tem como objetivo estimular a educação, a pesquisa, a extensão e o intercâmbio de conhecimento na área da geriatria e da gerontologia de modo interdisciplinar, com foco na realidade da população em processo de envelhecimento. As atividades do projeto visam complementar, atualizar, aprofundar e difundir conhecimento entre os acadêmicos, bem como entre a comunidade em geral, por meio de aulas abertas, oficinas de formação, e atividades de promoção de saúde com a população idosa participante da UNAPI.

Introdução
Com o envelhecimento fisiológico os indivíduos são mais expostos às doenças e agravos crônicos não transmissíveis. Muitos desses agravos podem resultar em sequelas incapacitantes, gerando situações de dependência e consequentemente maior necessidade de cuidados (DUARTE, 2006). Assim, o significado de saúde para idosos está intimamente relacionado à funcionalidade, sendo considerados mais saudáveis os indivíduos com capacidade de desenvolver suas atividades cotidianas de forma independente e autônoma (MORAES, 2009). As atividades cotidianas, também chamadas de atividades de vida diária (AVD), são didaticamente divididas em atividades básicas de vida diária (ABVD), e atividades instrumentais de vida diária (AIVD). As ABVD são relacionadas com o auto-cuidado e incluem tomar banho, vestir-se, mobilizar-se e alimentar-se (BALTES; SILVENBERG, 1995). Já as AIVD referem-se às atividades relacionadas à manutenção de uma vida comunitária independente (LAWTON; BRODY, 1969). Incluem atividades como usar transportes, fazer compras, administrar seu próprio dinheiro, utilizar o telefone, controlar e tomar os próprios medicamentos, preparar refeições quentes e desenvolver tarefas domésticas leves e pesadas (BALTES; SILVENBERG, 1995). Espera-se que, com o envelhecimento populacional, haja aumento na proporção de pessoas que demandarão cuidados e essa situação tenderá a se perpetuar por tempo mais longo do que o vivenciado até então (DUARTE, 2006). A família é, ainda hoje, a principal responsável e provedora de cuidados. No entanto, essa oferta parece estar diminuindo à medida que sua necessidade aumenta. Isso pode ser explicado pelo crescimento acentuado da população idosa que ocorre em um contexto de transformações estruturais das famílias, decorrentes de mudanças nos casamentos, da queda da fecundidade (menor número de filhos) e do ingresso maciço das mulheres no mercado de trabalho (diminuição do potencial assistencial). Enquanto antigamente os cuidados eram atribuídos aos membros mais jovens da família e às mulheres, hoje observa-se que os mais jovens são em menor número e que as mulheres estão, por diferentes razões, menos disponíveis para assumir essas atividades (CAMARANO, 2010). Nos países desenvolvidos, o cuidado formal, oferecido pelo sistema de saúde, vem superpor-se ao cuidado informal oferecido pelas famílias. No Brasil, o cuidado formal, organizado e eficiente para idosos dependentes praticamente nunca existiu (WARD-GRIFFIN; MARSHALL, 2003). O cuidado do idoso dependente sempre coube à família, sendo escassas outras estruturas intermediárias de cuidado. Desse modo, a formação de profissionais capazes de atender as demandas dos idosos é imprescindível para o futuro próximo, onde haverá mais idosos do que crianças na população brasileira.

Objetivo Geral
Desenvolver aulas abertas, oficinas de formação e atividades de promoção do envelhecimento ativo e saudável junto à população e/ou comunidade acadêmica, visando disseminação e aprofundamento dos conhecimentos atuais nesta área.

Objetivos Específicos
I - Antecipar e complementar o conhecimento teórico-prático dos alunos da graduação. II - Implementar ações de caráter científico e social que visem o aprimoramento da formação acadêmica. III - Promover a realização de oficinas de formação para cuidadores informais de idoso, bem como para acadêmicos da área da saúde interessados na temática. IV - Organizar atividades voltadas para os idosos da UNAPI, com caráter informativo e de promoção de saúde. V - Estimular ao desenvolvimento de relação intergeracional entre discentes e idosos.

Justificativa
O envelhecimento, antes considerado um fenômeno, hoje, faz parte da realidade da maioria das sociedades. No Brasil, nossa pirâmide etária sofre um abaulamento devido a maior longevidade da população e diminuição da média de filhos por mulher, o que se traduz em um aumento da porcentagem populacional de idosos. Assim, pensar no cuidado do indivíduo idoso é algo imprescindível. A saúde do idoso é cada vez mais impactante no âmbito social e econômico do país devido a fatores como envelhecimento da população trabalhadora, aumento no tempo de contribuição para aposentadoria e mudanças na constituição familiar. Os futuros profissionais da área da saúde devem ser sensibilizados e capacitados para as demandas da população idosa, que vem aumentando, de modo que o cuidado seja pensado do ponto de vista da promoção do envelhecimento ativo e contemple as perdas cognitivas ou funcionais que podem se instalar com o envelhecimento e as necessidades e desejos dos idosos.

Beneficiário
Discentes da UNIFAL-MG, cuidadores informais de idosos participantes da UNAPI bem como os idosos da comunidade de Alfenas que participam dos diferentes projetos da UNAPI.