PROJETO DE ATENÇÃO À SAÚDE DA MULHER

Apresentação
Projeto de Extensão Universitária “Atenção à Saúde da Mulher” vem sendo desenvolvido com o intuito de proporcionar às mulheres assistência qualificada aliada à educação em saúde, embasada pelo conhecimento cientifico. A pratica clinica desenvolvida de forma precoce pelos acadêmicos envolvidos contribuem para sua formação acadêmica, os preparando para prestar atenção integral e favorecendo sua formação profissional e cidadã. A inserção de acadêmicos de vários períodos do Curso de Fisioterapia e dos pós-graduandos tem favorecido a integração entre eles e a produção do conhecimento em conjunto, vem fortalecendo o engajamento das ações de ensino, pesquisa e extensão, com formação qualificada e enfoque para a saúde funcional da mulher. Baseado no principio da indissociabilidade ensino-pesquisa-extensão e pautados pela interação dialógica entre comunidade cientifica e sociedade propomos a atenção integral à saúde da mulher por meio de praticas interdisciplinares e interprofissionais.

Introdução
O projeto propõe desenvolver a prática extensionista de assistência à saúde da mulher, em todo seu ciclo vital, com ações voltadas às crianças, com educação de pais e filhos a respeito do controle dos hábitos urinários e fecais, assim como a abordagem conservadora das disfunções, como opor exemplo a enurese e a encoprese. Com atenção ao período gravídico-puerperal, faz-se necessário a orientação básica sobre os cuidados com a postura, evitando a lombalgia clássica da gestação - uma das maiores queixas das gestantes, responsável por afastamento das atividades, angustia e comprometimento da qualidade de vida. O tratamento conservador voltado à prevenção de disfunções do assoalho pélvico é indicado como primeira linha de tratamento pela Internacional Continence Society (ICS, 2013), e deve ser oferecido às mulheres gestantes primigestas saudáveis preventivamente, àquelas com sinais e sintomas de perda urinaria antes, durante ou apos a gestação e especialmente àquelas com lesões de parto. O acompanhamento fisioterapêutico de ordem uroginecológica deve estender as mulheres adultas sintomáticas, àquelas em fase de climatério, pós-menopausa ate o envelhecimento. Os benefícios evidenciados pelo tratamento conservador da incontinência urinaria e fecal, assim como das demais disfunções pélvicas, como prolapsos dos órgãos pélvicos, dores pélvicas, disfunções sexuais e demais queixas de ordem urinaria ou fecal promovem melhoria da qualidade de vida não somente da mulher envolvida, com daqueles envolvidos no seio familiar. o controle dos habitos objetiva-se um olhar multidisciplinar e global sobre a mulher, sob diferentes aspectos. Tal prática, também possibilita que a mesma participe de forma ativa nas ações de educação popular e nas atividades práticas de promoção da saúde, possibilitando a interação pacientealuno de forma satisfatória. Dessa forma, espera-se que este projeto possa contribuir para a formação cidadã dos acadêmicos participantes, bem como promover uma relação dialógica com a sociedade; promovendo um processo de envelhecimento saudável.

Objetivo Geral
Desenvolver a prática extensionista de assistência à saúde da mulher em diferentes fases da vida, por meio da educação, promoção de saúde, prevenção e tratamento de disfunções uroginecológicas.

Objetivos Específicos
Promover atividades de educação continuada, formando pessoal qualificado para prestar atenção saúde integral da mulher; Prestar assistência fisioterapêutica preventiva e de promoção da saúde às mulheres; Desenvolver ações interdisciplinares de promoção à saúde, voltadas à qualidade de vida geral da mulher; Desenvolver atividades interdisciplinares de promoção à saúde, voltadas às diferentes fases da vida da mulher (infanto-juvenil, gestação, climatério, senescência); bem como sobre disfunções que frequentemente acometem as mulheres, como sintomas urinários, intestinais, sexuais, prolapsos dos órgãos pélvicos; dores pélvicas; Desenvolver atividades de orientações às mulheres quanto ao treinamento dos músculos do assoalho pélvico, visando desmistificar os tabus, esclarecer as dúvidas e orientar quanto à forma de prevenir, minimizar e/ou tratar as disfunções do assoalho pélvico; Fomentar a pratica baseada em evidências, desenvolvendo propostas de ensino-pesquisaextensão e incentivando a veiculação dos resultados encontrados; Divulgar o serviço de atendimento fisioterapêutico especializado realizado na Clínica de Fisioterapia da UNIFAL-MG, com capacidade de atendimento a comunidade loco-regional.

Justificativa
O ciclo vital feminino caracteriza-se pela passagem da fase não-reprodutiva para a reprodutiva, passando pelo período gravídico-puerperal e fase de amamentação, climatério, menopausa e envelhecimento, onde ocorrem alterações físicas, emocionais e fisiológicas capazes de interferir na qualidade de vida das mulheres. Observando a mulher desde a adolescência, passagem da fase não-reprodutiva para a reprodutiva, já se destacam mudanças físicas, psíquicas e sociais que afetam suas condições funcionais. São comuns os transtornos psicopatológicos como a depressão, ansiedade e alguns comportamentos de risco à saúde como uso de drogas e álcool (JANSEN et al., 2011). O período gravídico-puerperal desencadeia uma serie de adaptações fisiológicas no organismo e, com o avançar da gestação, transformações físicas e emocionais podem desencadear comprometimento da qualidade de vida e bem-estar, principalmente quando associados baixas condições de saúde (FERNANDES; VISO, 2009). Ressalta-se que é exatamente nessa fase que a prevenção para as disfunções do assoalho pélvico deve ocorrer, assim como o preparo dos músculos do assoalho pélvico para o parto. O período de amamentação, apontado pelas mulheres como uma fase de descoberta e sobrecarga física e emocional, merece atenção especial dos profissionais de saúde que devem dar subsídios necessários para o sucesso da amamentação, desde apoio quanto orientações adequadas (ARAGAKI; SILVA, 2011). Ao passar da fase reprodutiva para a não reprodutiva, ou seja, durante o período de climatério, menopausa e envelhecimento destacam-se a presença de sintomatologia somática e emocional, com destaque para ondas de calor ou fogachos, e consequente implicações negativas na vida da mulher (LORENZI et al., 2009). A menopausa e o processo de envelhecimento resultam em impacto negativo na qualidade de vida das mulheres, independente dos sintomas apresentados (HESS et al., 2012). Nesta fase, culminamse sinais e sintomas urogincelógicos, tais como incontinência urinária e fecal, queixas sexuais e dores pélvicas cronicas. Além das alterações físicas, emocionais e fisiológicas que ocorrem durante o ciclo vital da mulher, muitas patologias contribuem em resultados negativos na vida dessas mulheres (MAJEWSKI, 2012). Merece destaque, no cotidiano feminino, o desencadeamento de sintomas uroginecológicos, os quais, na grande maioria das vezes, aparecem após gestações subseqüentes, senescência e secundários às sobrecargas do assoalho pélvico (PEREIRA et al., 2009; ABRAMS et al., 2010). Além disso, as mulheres apresentam influências hormonais que, associado ao avançar da idade e histórico de vida, podem determinar ou predispor sintomas urinários, vaginais, proctológicos e sexuais que agravam suas condições clínicas e comprometem a qualidade de vida (STASKIN et al., 2009). De acordo com a International Continence Society, (2013) o treinamento dos músculos do assoalho pélvico pode prevenir, minimizar e/ou tratar as disfunções uroginecológicas. A atenção fisioterapêutica è recomendada como tratamento de primeira escolha, com nível 1 de evidência cientifica. Desta forma, justifica-se a atenção à saúde da mulher baseada na educação, promoção e prevenção de doenças e disfunções, com início precoce, englobando todo o ciclo vital feminino. Tais medidas proporcionarão diminuição de comorbidades, as quais influenciariam negativamente na qualidade de vida dessas mulheres. Além disso, o Projeto de Extensão Universitária “Atenção à Saúde da Mulher” proporcionará aos acadêmicos participantes formação qualificada para a atuação em projetos multidisciplinares, o que viabiliza sua pratica clinica associada ao conhecimento científico, integrando ensino, pesquisa e extensão e promovem a formação cidadã do acadêmico. Na perspectiva social, o projeto permite resultados positivos na sociedade e benefícios para a comunidade interna e externa à UNIFAL-MG, associado a produção do conhecimento científico. Isso se deve as ações de educação, promoção e prevenção à saúde realizadas durante as dinâmicas de grupo, e aos trabalhos de divulgação das atividades desenvolvidas pelo grupo.

Beneficiário
Servidoras da UNIFAL-MG e mulheres provenientes da Clinica de Fisioterapia da UNIFAL-MG; mulheres da comunidade loco-regional (demanda espontânea).