EDUCADOR: CONHECENDO E CONTROLANDO A DOR

Apresentação
O Programa Educador: Conhecendo e Controlando a Dor foi idealizado para aproximar os conhecimentos sobre dor com a prática clínica dos profissionais da saúde envolvidos diretamente com pacientes com dor aguda, crônica, oncológica e neuropática. O estudo da dor é complexo, exigindo dos profissionais informações cada vez mais atualizadas e integradas. A escolha das modalidades de tratamento para o controle da dor devem ter uma base neurofisiológica e neurocientífica, levando-se em conta os aspectos biopsicossociais e a melhor avaliação e intervenção. Para os alunos participantes há o desenvolvimento da prática baseada em evidências, habilidades de avaliação, criatividade e responsabilidade, o que fortalece o grande interesse pelo programa, reforçando o seu compromisso social. O Programa envolve o desenvolvimento de três projetos (Liga da Dor, Cuidado Farmacêutico na Dor e Educação em Dor – PED), um evento II Caminhada Contra a Dor e um curso de Acupuntura Auricular.

Introdução
A dor, tanto aguda como crônica tem recebido a atenção dos profissionais de saúde a milênios. Hipócrates na Grécia antiga, já referia que aliviar a dor é uma obra divina. Em todas as civilizações, em todos os países e em todos os momentos históricos, tentou-se explicar o que é e porque sentimos a dor e a forma de ameniza-la, daí ser o motivo mais importante e decisivo para o desenvolvimento da arte de curar (Ojuga, 1999). Nas últimas décadas, verificamos um grande interesse e um progresso muito importante na área de dor. São variados os motivos. Podemos dizer que o aumento na sobrevida em geral da humanidade é, um dos determinantes desse progresso. A duração da vida média no Brasil em 1940 era de 38,5 anos; para 2020 é estimada em 80 anos (IBGE, 2015). Assim notamos um rápido e vultuoso crescimento da população em geral, com um aumento importante na vida média da população. As pessoas têm por tanto um aumento das possibilidades de apresentarem condições dolorosas características dessa faixa etária e, ficam mais expostas à outras condições potencialmente dolorosas (doenças, traumas etc) e apresentam progressiva redução da capacidade funcional. O aumento da sobrevida em relação às doenças, determinou um crescimento das sequelas dolorosas. Tomando como exemplo os casos de Câncer, a Organização Mundial de Saúde (OMS), mostra números aproximados de 10 a 17 milhões de novos casos /ano no mundo. Desses, aproximadamente 50% irão à óbito. Cerca de 70% dos pacientes com câncer, sofrerão de dores crônicas. 70% de moderada á severa e 30% terrível. A OMS afirma que, se devidamente tratados, mais de 90% terão suas dores controladas. No Brasil, temos aproximadamente 50 milhões de pessoas com dores crônicas, seguramente uma queixa refletindo uma das maiores prevalências de doença em nosso país. Os tratamentos atuais baseados no modelo bio psíquico social da dor, devem ter uma abordagem de diferentes profissionais (médicos, dentistas, fisioterapeutas, nutricionistas, enfermeiros, farmacêuticos e tantos outros, quanto os que o tratamento necessitar, ou dependente das características de cada serviço). A ideia básica é que o paciente tenha suporte de uma forma mais completa possível, dadas aos múltiplos componentes da expressão dolorosa. A abordagem atual deve ter esse fato em mente, sendo desempenhada por único ou múltiplos profissionais, dependendo das peculiaridades de cada serviço.

Objetivo Geral
Por meio de medidas teóricas e práticas melhorar o conhecimento dos alunos, profissionais e a qualidade de vida do paciente portador de dor cronica através do aumento dos conhecimentos sobre a saúde e a dor, incentivar medidas comportamentais em relação à dor e disponibilizar técnicas de avaliação e tratamento direcionadas a comunidade interna e externa à Universidade Federal de Alfenas.

Objetivos Específicos
I- Desenvolver um programa amplo de assistência e educação em dor, para profissionais de saúde e população em geral. II- Colaborar a para a concretização de uma educação em saúde e dor, criando uma estrutura funcional, protocolos clínicos de avaliação e de tratamento. III- Incentivar medidas governamentais para o acesso gratuito da população a tratamento e medicação analgésica básica IV- Sugerir discussões sobre noções básicas de dor no sentido da inclusão de alunos da área da Saúde (medicina, enfermagem, odontologia, fisioterapia, nutrição e farmácia), . V- Qualificar e habilitar profissionais de saúde, na área de dor.

Justificativa
Dentre vários compromissos do EducaDor: Conhecendo e Controlando a Dor, está o de disseminar os conhecimentos, criar e desenvolver métodos de avaliação e tratamento mais adequados para cada patologia, incentivar as pesquisas e a assistência aos portadores de dor. Qualquer intervenção que promova melhora na condição patológica do paciente será monitorada e utilizada, com os devidos preceitos éticos, em trabalhos apresentados em simpósios e congressos relacionados à área. Deve se apontar que esse programa atende uma demanda não contemplada nos cursos da Saúde da UNIFAL-MG do ponto de vista de teoria e prática.

Beneficiário
Acadêmicos da UNIFAL-MG, funcionários terceirizados e servidores da UNIFAL-MG encaminhados via CIAS-UNIFAL. Comunidade externa da UNIFAL-MG através do encaminhamento pelo ambulatório de neurologia da Santa Casa de Alfenas e Unidades de Saúde.