NUTRICOMPARTILHA

Apresentação
Trata-se de um projeto que tem como objetivo desenvolver práticas integrais de ação e reflexão da Nutrição possibilitando aos extensionistas a percepção do trabalho em saúde como um ato pedagógico de compromisso social, ético e de construção coletiva de cidadania. Além disso, pretende fortalecer o processo de formação, geração de conhecimentos e prestação de serviços à população, que facilitem o desenvolvimento das competências necessárias para se abordar integralmente o processo saúde-doença, através de metodologias ativas e práticas educativas.

Introdução
Atualmente, tem sido observado um crescente interesse das pessoas em geral, pela busca de uma alimentação saudável, bem como o reconhecimento da orientação nutricional como ferramenta no estabelecimento do diagnóstico precoce de doenças crônicas, além da procura por um estilo saudável de vida. Segundo CORREIA et al., (2011), atualmente, o excesso de peso é considerado um dos principais problemas de saúde pública, atingindo proporções epidêmicas tanto nos países desenvolvidos, quanto nos subdesenvolvidos. Além dessa condição, a precariedade dos hábitos alimentares que incluem excesso de alimentos industrializados, com excesso de açúcares, gorduras e restritos em fibras, vitaminas e minerais tem estabelecido uma condição definida como "fome oculta", caracterizada pela ausência nutricional decorrente, em geral, da má absorção ou falta de micronutrientes para o pleno funcionamento do organismo (ABRAMGE, 2013). Frente a essas situações, a preocupação no cuidado com a saúde pode ser revertida pela alimentação. Partindo de uma análise sobre as ações na nutrição clínica ambulatorial e na atenção a grupos específicos, pode-se identificar as tendências e partir de bases teóricas e metodológicas para nortear ações educativas. A Educação Nutricional é um processo que visa a promoção do desenvolvimento da capacidade do indivíduo em compreender práticas e comportamentos alimentares, e os conhecimentos resultantes desse processo contribuem para a integração do mesmo com o meio social, proporcionando condições para a tomada de decisões (RODRIGUES e BOOG, 2006). Nesse mesmo contexto, a Educação Nutricional é um importante instrumento de promoção da saúde através da construção de bons hábitos alimentares e, os debates gerados a respeito dessa temática, pode proporcionar melhores condições de entendimento das relações entre alimentação, nutrição e saúde (DE MOURA et al., 2014). Nesse cenário, o papel do nutricionista, como agente educativo, é evidente. Portanto, é importante fortalecer o processo de formação, geração de conhecimentos e prestação de serviços à população, que facilitem o desenvolvimento das competências necessárias para se abordar integralmente o processo saúde-doença, através de metodologias ativas e práticas educativas.

Objetivo Geral
Promoção de práticas alimentares saudáveis como estratégia, frente aos desafios no campo da saúde, alimentação e nutrição.

Objetivos Específicos
Oferecer a Comunidade interna e externa à Universidade a possibilidade de conhecimento sobre alimentação saudável; Fazer um levantamento do estado nutricional dos participantes das ações; Oferecer atendimento e aconselhamento dietético individual e em grupo; Promover oficinas culinárias que favorecem o conhecimento a respeito de técnicas de preparo e aproveitamento integral dos alimentos; Criar grupos de discussão que possibilitem compor um espaço de aprendizados, desafios e experiências.

Justificativa
Os padrões alimentares da população geral apresentam pouco consumo de frutas e hortaliças, elevado teor de lipídios saturados e trans, e carboidratos simples, sendo considerados fatores de risco para doenças crônicas e obesidade. A reeducação alimentar através da mudança de estilo de vida compreende hábitos alimentares corretos, utilizando técnicas adequadas de preparo de alimentos e mudança de comportamento, buscando sempre a motivação interior para manter os resultados (Figueiredo et al., 2010). O conhecimento de como a alimentação é capaz de modificar o potencial genético de um indivíduo, fomentar seu desenvolvimento físico e mental, aumentar seu bem estar e mudar a susceptibilidade à certas enfermidades pode ter grandes implicações, especialmente em caso de doenças de elevada prevalência e comorbidades como doença cardiovascular, obesidade, síndrome metabólica e câncer (FIGUEIREDO et al., 2010). Nesse contexto, o papel do nutricionista, como agente educativo, é evidente. Partindo de uma análise sobre as ações particularmente na nutrição clínica ambulatorial e na atenção a grupos específicos, pode-se identificar as tendências e partir de bases teóricas e metodológicas para nortear tais ações educativas (SANTOS, 2012). Diante disso, procura-se, primeiro, pautar o atendimento ambulatorial como um espaço educativo, onde haverá uma troca de saberes com vistas à emancipação do usuário e à promoção de sua saúde.

Beneficiário
Integrantes da comunidade interna e externa da Unifal-MG que necessitem de atendimento e aconselhamento nutricional.