AVALIAÇÃO E DIAGNÓSTICO CHINÊS

Apresentação
O curso diagnóstico chinês: língua, pulso e orelha, faz parte do projeto PIC ação do programa de extensão da PICsUNIFAL, foi oferecido em 2018, e devido a grande procura pela comunidade externa e interna será oferecido novamente em 2019. O objetivo deste curso visa capacitação o aluno e os profissionais da rede de saúde sobre ao conhecimento e embasamento do diagnóstico chinês. O curso será realizado em dois módulos de 6 horas totalizando 12 horas. O primeiro módulo será abordado uma introdução sobre Teorias Básicas da Medicina Chinesa; Circulação do Qi; Ciclo Circadiano do Yin Qi nos dozes Meridianos principais – Maré Energética; e no segundo módulo diagnóstico chinês pela língua, pulso e orelha e prática. Espera-se que o curso permita capacitação dos profissionais da rede e dos alunos dos cursos de graduação da Unifal e interação ensino-pesquisa-extensão e entre os diversos saberes.

Introdução
O diagnóstico é um procedimento que consiste na investigação, na análise da natureza ou da causa de um problema, através deste conhecimento propicia no final a formulação dos resultados dessa análise (SANTOS, 2012). Na medicina tradicional chinesa (MTC) o diagnóstico pela observação é a base para sua fundamentação, sendo uma tarefa mais complexa (LEMOS, 2006). Os sinais e sintomas do paciente refletem as condições dos órgãos internos e dos canais, podendo não estar necessariamente relacionado com o processo real de uma determinada doença (MACIOCIA, 2007). Uma boa observação desses elementos proporciona ao terapeuta uma valiosa ferramenta de trabalho, pois “observando o exterior é possível auscultar o interior” (MACIOCIA, 2005). A observação da língua é considerada o pilar do diagnóstico na MTC, pois reflete o estado orgânico real dos Sistemas Internos e podem, em algum momento da anamnese, definir a avaliação. Observa-se na língua quatro aspectos básicos: COR; FORMA; SABURRA e UMIDADE (MACIOCIA, 2005). A pulsologia como diagnóstico da MTC, acaba sendo um tema complexo e com muitas variantes, tornando esta uma técnica de difícil acesso à mente racionalista ocidental. Contudo, se abordado mais superficialmente, torna possível um entendimento mínimo para sua prática clínica. Assim como a língua, o pulso pode fornecer informações sobre os Sistemas Internos, inclusive com relação as condições do Qi, Sangue, Yin e Yang (AUTEROCHE e NAVAILH, 1992). A auriculoterapia é uma das técnicas mais antigas de acupuntura, existindo documentos que datam de 500 a 300 A.C. (ARAÚJO, ZAMPAR, PINTO, 2006). Embora existam evidência de sua utilização por diversos povos desde a antiguidade, foi na China que se deu, seu maior desenvolvimento, a partir da relação do pavilhão auricular com os demais órgãos ou regiões do corpo (NEVES, 2009). Quando há desarmonia em um Zhang e/ou Fu, aparece uma reação reflexa na região correspondente do pavilhão auricular, denunciando a alteração. Há três tipos de diagnose na auriculoterapia: Quanto à avaliação visual – Consiste em observar o pavilhão auricular e tentar encontrar pequenas diferenças sobre uma região ou sobre um ponto. Quanta avaliação pela dor – Consiste em localizar pontos ou alguma área no pavilhão em que haja algum comprometimento. O procedimento é feito com a utilização de um aparelho chamado apalpador de pressão, que exerce pressão constante, constituído por uma pequena peça de metal com ponta arredondada e uma mola interna. Quanto à avaliação elétrica ou eletrônica – Quando se coloca a caneta elétrica, no ponto auricular, ela ascende, pois a resistência elétrica do ponto de acupuntura é menor (NOGUIER;BOUCINHAS, 1997). O diagnostico é realizado com base nas alterações dermatológicas e anatômicas da aurícula do paciente e também nas desarmonias detectadas conforme a teoria dos Cinco Elementos (SENNA ;SILVA; BERTAN, 2012).

Objetivo Geral
Capacitar o aluno e os profissionais da rede de saúde sobre ao conhecimento do diagnóstico chinês .

Objetivos Específicos
Contribuir para o conhecimento teórico e prático na conduta de diagnóstico através da análise da língua, pulso e orelha, como também melhor qualificação do aluno e profissionais da área da saúde.

Justificativa
Na MTC o diagnóstico é a base para sua fundamentação e formulação, sendo uma tarefa mais complexa. A capacidade de analisar criticamente e aplicar de forma racional o que foi feito através de uma boa anamnese e chegar ao um diagnóstico preciso permitirá uma melhor qualidade da assistência ao paciente. Como a anamnese e o diagnóstico é fundamental para MTC, o Ministério da Saúde brasileiro publicou no Diário Oficial da União, em maio de 2006, a Portaria 971, que criou a Política Nacional (PN) de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) no Sistema Único de Saúde (SUS). A Política estabeleceu a implantação e implementação de ações e serviços no SUS, com o objetivo de garantir a prevenção de agravos, a promoção e a recuperação da saúde, com ênfase na atenção básica, além de propor o cuidado continuado, humanizado e integral em saúde, contribuindo com o aumento da resolubilidade do sistema, com qualidade, eficácia, eficiência, segurança, sustentabilidade, controle e participação social no uso, o que evidencia a necessidade e importância da capacitação dos alunos (por não ser um conteúdo do projeto pedagógico dos cursos da Unifal/MG) como também para profissionais da área da saúde (estimular a integração dos saberes e estreitamento dos vínculos entre a Universidade, os profissionais no serviço de Atenção Primária em Saúde).

Beneficiário
Serão beneficiados os alunos do curso da área de saúde da Unifal-MG, como também os profissionais da área da saúde da atenção básica do município da Alfenas/MG.