INFLUÊNCIA DA UTILIZAÇÃO DE NANOTUBOS DE CARBONO NO DESENVOLVIMENTO FOLIAR DA CLITORIA TERNATEA
Resumo:A espécie Clitoria ternatea é comumente utilizada para fins medicinais e para fins culinários. A utilização de nanotubos de carbono como estimulador de crescimento mostra-se promissora uma vez que proporciona estabilidade, sítios ativos em sua superfície e capacidade de adsorção, além disso distribuem de forma eficaz cargas de ácido nucleico em plantas principalmente no cloroplasto sem causar toxicidade significativa (Law et al., 2022; Oguis et al., 2019). Este estudo avaliou o efeito de diferentes concentrações de nanotubos de carbono sob o crescimento de folhas de explantes caulinares de C. ternatea. A inoculação foi feita em tubos in vitro com meio MS através de matrizes da espécie. Foi inoculado um fragmento de aproximadamente 1 centímetro do caule por tubo. A configuração do delineamento foi em blocos ao acaso representada por 6 tratamentos mais um controle negativo. As concentrações foram de 25, 50, 100, 150, 200 mg L-1 e controle negativo sem nenhuma concentração de nanotubos de carbono. Para análise dos dados foi realizado ANAVA e o teste Skott-Knott a 5% de significância. Um mês após a inoculação, realizou-se a contagem para comparar o número de folhas nas demais concentrações de nanotubos de carbono. Para as concentrações 200, 50 e 25 mg L-1 os maiores números de folhas foram contabilizados, para a concentração de 100 mg L-1 e para o controle negativo não houve formação de folhas. Tratando-se de parâmetros foliares, a concentração 200 mg L-1 sugeriu melhores resultados evidenciando maior número de folhas por plantas quando comparado com as concentrações 50 e 25 mg L-1. O resultado deste experimento evidenciou que para o cultivo in vitro da Clitoria ternatea o efeito do bioestimulante proporcionou condições para que houvesse formação de folhas, demonstrando incentivo ao desenvolvimento de outros experimentos na bioengenharia verde com nanotubos de carbono.
Referência 1:Law et al., 2022
Referência 2:Oguis et al., 2019