| Resumo: | O gênero Ocotea (Lauraceae) já é conhecido por possuir diversas classes de metabólitos secundários que são responsáveis pelas propriedades anti-inflamatórias. A espécie Ocotea diospyrifolia possui de diversas atividades como anti-inflamatória e anti-microbiana partindo do extrato foliar1. No entanto, quando relcaiona-se fungos endofíticos, para a mesma espécie existem poucos relatos. Estes endófitos, são capazes de produzir compostos análogos ou iguais aos que se originam das plantas hospedeiras2. Tendo como exemplo o taxol, utilizado no tratamento de câncer, inicialmente obtido a partir de espécies do gênero Taxus, visando novas formas de obtenção deste metabólito, foi descoberto um fungo endofítico (Taxomyces andreanae) que produzia o taxol de forma mais eficiente e sustentável3. Para este trabalho foi escolhida uma cultura obtida a partir da folha da espécie Ocotea diospyrifolia, cultivada em meio PDA até que estivesse totalmente purificada, esta foi preservada em glicerol 80% (à -20ºC e -80ºC) e em meio Castellani em temperatura ambiente, para uso futuro. Esta colônia foi replicada novamente em meio PDA por 8 dias, e a partir destas foi feita a fermentação em meio PDB por 14 dias de forma estática, seguido de partição líquido-líquido com acetato de etila por três vezes com 1/3 do volume, que foram rota-evaporados para concentração do extrato fúngico que é o ponto de partida para os ensaios biológicos de atividade anti-inflamatória e anticâncer que guiaram o início do isolamento utilizando CCD. O fungo identificado como Lasodiplodia spp., na triagem feita utilizando ensaio ex vivo apresentou inibição de LTB4 e PGE2, marcadores importantes da inflamação. Foi observada inibição significativa em todas linhagens tumorais utilizadas na triagem de viabilidade celular por meio do teste de SRB, referindo-se a MCF-7, SK-MEL-147 e A549, sendo as duas últimas mais responsivas (inibição˃ 85%), ressaltando ainda que não foi observado potencial citotóxico frente a cultura de fibroblastos saudáveis.
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