| Resumo: | O ácido 2,4-diclorofenoxiacético (2,4-D) é um herbicida amplamente utilizado no Brasil e no
mundo, com registros de efeitos adversos em organismos vertebrados. Estudos apontam para alterações
neurológicas, imunológicas e reprodutivas após a exposição crônica em animais, mas ainda são escassos
os dados sobre seus efeitos no período gestacional e no desenvolvimento da prole. Este trabalho
investigou os efeitos comportamentais e no desenvolvimento inicial da prole de camundongos Swiss
expostos ao 2,4-D durante a gestação. As fêmeas prenhes foram distribuídas em quatro grupos: controle
e três grupos tratados via gavagem com 60, 100 ou 200 mg/kg do herbicida entre os dias 1º e 10º de
gestação. No 10º dia gestacional (ddg), as fêmeas estão sendo submetidas a testes comportamentais:
Labirinto em Y (memória e aprendizado), Barras Paralelas (equilíbrio e coordenação motora) e Labirinto
em Cruz Elevado (ansiedade). Após os testes, os animais estão sendo mantidos até o parto. A prole já
está sendo avaliada quanto ao tempo gestacional, tamanho da ninhada, desenvolvimento físico e reflexos
neurológicos. Nosso estudo se encontra em execução e portanto os dados estão sendo coletados e o
tempo exíguo não permitiu a apresentação de resultados nesse resumo. Espera-se que a exposição ao
2,4-D promova alterações comportamentais nas fêmeas, como déficits cognitivos e maior ansiedade,
além de afetar negativamente o desenvolvimento físico e neurológico da prole. Conclui-se que os dados
obtidos podem contribuir para a compreensão dos riscos do uso do 2,4-D, fortalecendo a necessidade de
revisão de políticas de uso agrícola e segurança ambiental.
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| Referência 1: | AMARANTE JUNIOR, O. P. et al. Revisão das propriedades, usos e legislação do ácido 2,4-D
(ácido 2,4-diclorofenoxiacético). Caderno de Pesquisa, v. 13, n. 1, p. 60–70, 2002. |
| Referência 2: | DUKE, S. O. et al. Herbicide effects on plant and animal health. Pesticide Biochemistry and
Physiology, v. 150, p. 1–7, 2018. |
| Referência 3: | RIDGWAY, M.; COOK, J. The mouse as a model for human development. Developmental
Biology Reviews, v. 36, p. 45–59, 2019. |