| Resumo: | O uso da bactéria Lysinibacillus sphaericus tem crescido no Brasil devido à facilidade em sua
obtenção e eficiência comprovada em aplicações de autorreparo em concretos, por meio do processo de
biomineralização. Além disso, diferente de muitas bactérias que têm crescimento comprometido em pH
elevado, a Lysinibacillus sphaericus é capaz de sobreviver em ambientes básicos, tornando-a adequada na
construção civil, onde o pH básico é uma característica comum. Como não é possível fazer o uso dessa
bactéria diretamente no meio cimentício devido às condições que poderiam inutilizar a bactéria, é
necessário fazer o seu encapsulamento. Esta pesquisa envolveu o estudo do processo de encapsulamento
utilizando alginato de sódio, que demonstrou ser totalmente viável, uma vez que quando surge uma
fissura no material (concreto), a cápsula se rompe, deixando a bactéria ativa que, por sua vez, inicia o
processo de biomineralização, resultando na precipitação de carbonato de cálcio (CaCO₃) na região
fissurada. Esse mecanismo não apenas contribui para o fechamento das fissuras, como também aumenta a
durabilidade e a segurança da estrutura, impedindo que a parte metálica seja exposta ao oxigênio,
minimizando a corrosão no metal. Para uma melhor visualização do processo, foi investigado também o
efeito da presença de curcuma nas cápsulas, com o objetivo de evidenciar visualmente a precipitação de
CaCO₃, e a detecção da atividade de biomineralização a partir do surgimento das fissuras. Para a análise,
os corpos de prova foram rompidos e com o auxílio de luz negra, observou-se que a precipitação de
CaCO₃ se tornou claramente visível, comprovando a viabilidade do método de rastreamento. Esta
pesquisa está em andamento e sua continuidade envolve o estudo das propriedades físico-mecânicas de
concretos de pós reativos com adições de vidro e a presença das cápsulas contendo as bactérias e a
curcuma. Os autores agradecem a FAPEMIG pelo apoio financeiro.
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