| Resumo: | Resumo: O consumo de feijão é um marcador da alimentação saudável monitorado pelo Sisvan na Atenção Básica (Brasil, 2023). Entre idosos, analisar o perfil desse consumo é fundamental para detectar possíveis necessidades de intervenção (Saes et al., 2022). O objetivo foi identificar a tendência temporal do consumo de feijão entre idosos atendidos na Atenção Primária à Saúde no Brasil, no período de 2020 a 2024. Estudo quantitativo e descritivo, utilizando dados do Sisvan de 2020 a 2024, referentes ao idosos (≥60 anos). Foi utilizado o modelo de regressão linear generalizada de Prais-Winsten e os softwares R (4.4.0) e RStudio (2024.09.0), com nível de significância de 5%. Apenas os relatórios de acesso público foram consultados. Entre 2020 e 2024, foram coletadas informações de 3.000.472 idosos pelo Sisvan, com uma média de 80,6% de consumo de feijão no dia anterior. 2021 foi o ano com menor prevalência (50,6%) e 2024 com maior (89,6%). Mesmo com um aumento médio de 7,72% ao ano, o consumo de feijão apresentou estabilidade (p=0,05). A tendência também foi estável para sexo e raça/cor de pele. Apenas o Sul apresentou tendência decrescente, com consumo médio 28,07% menor do que o Sudeste (p=0,003). As demais regiões apresentaram estabilidade no consumo. Para escolaridade, as categorias Creche (10,37%; p=0,023), Ensino Fundamental Especial (8,44%; p=0,02), Ensino Médio Especial (8,48%; p=0,02) e Alfabetização para Adultos (7,38%; p=0,044) apresentaram tendências crescentes de consumo em relação aos idosos sem nenhuma escolaridade. As demais escolaridades permaneceram com o consumo estável no período. Em geral, o consumo de feijão apresentou estabilidade entre idosos usuários do SUS no Brasil no período. A tendência de maior consumo entre idosos com alguma escolaridade, comparada a nenhuma pode indicar a influência da renda no maior consumo. A região Sul do Brasil deve receber atenção especial na promoção do consumo de feijão.
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