| Resumo: | A presente pesquisa é um trabalho de Iniciação Científica, financiado pelo CNPq e vinculada ao Projeto de Extensão, Acervo de Memória e História do Orgulho LGBTQIA+ Sul Mineiro (AMHOR/ UNIFAL-MG). O estudo analisa, como o ciberespaço, por meio da quarta onda feminista -feminismo digital e interseccional-, tem sido utilizado pela nova geração de mulheridades e feminilidades negras trans/travestis e lésbicas que buscam ocupar esse amplo espaço e se organizar de maneira que questione e exponha preconceitos e opressões estruturais. O trabalho utiliza como objeto de pesquisa, as publicações nas redes sociais, Facebook e Instagram, da Rede Afro LGBT+ MG, entre os anos de 2019 a 2024 que, de acordo com a apresentação nas redes, é uma entidade do movimento social que atua em Minas Gerais contra o racismo, as LGBTfobias, o sexismo, o machismo, a misoginia e o fascismo. Nesse sentido, o trabalho analisa as publicações das páginas através de uma pesquisa qualitativa, netnografia e bibliográfica (Butler, 2003; Collins, 2019; Hollanda, 2018; Hooks, 2024; Kozinets, 2014; Lorde, 2019; Nascimento, 2021). Visto que, a internet e as redes digitais são constantemente palco de disputas de poderes, resistências, violências e apagamento dos corpos considerados dissidentes sexuais e de gênero. Ao mesmo tempo, o ciberespaço tem sido de grande valia para a organização dos coletivos, que por vezes são organizações autônomas e que produzem resistência. Além de contribuírem através da confluência entre ciberespaço, feminismos, academia e sala de aula. Nesse viés, esta comunicação propõe apresentar os resultados da pesquisa, com foco em compreender onde estão as vozes e como são representadas as mulheridades e feminilidades negras trans/ travestis e lésbicas nas publicações da página do Instagram e do Facebook da Rede Afro LGBT+ MG.
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