QUANDO A ESCOLA VIRA LABORATÓRIO: EXPERIÊNCIA DIDÁTICA NO PIBID UNIFAL-MG
Resumo:Este trabalho tem como objetivo apresentar um relato de experiência referente ao processo de elaboração e execução de uma sequência didática que entrelaça teoria, prática e ressignificação do espaço escolar e suas contribuições para a formação inicial docente em Sociologia. O relato de experiência envolve três pessoas: a discente pibidiana, a docente da escola básica e a coordenadora do Pibid em Sociologia da UNIFAL-MG. No primeiro semestre de 2025, a docente ministrou a uma turma do terceiro ano do Ensino Médio, em uma escola pública de ensino médio integral de Alfenas-MG, a disciplina de Trabalho e Desenvolvimento Econômico. Assim, a observação participante (Malinowski, 1922) que dá origem à este trabalho foi realizada ao longo da referida disciplina. Tendo como principal base o diálogo e a autonomia conferidos pela professora, foi possível participar das discussões sobre o planejamento das aulas e, posteriormente, de sua execução dentro e fora da sala de aula. O eixo temático que norteou os planos de aulas partiu da conceituação do termo economia, passando pelas noções de desenvolvimento econômico, IDH, escassez e sociedade de consumo. Com esses conteúdos, foi pensada uma atividade que aproximava a teoria do cotidiano dos alunos, propondo-lhes elaborar um vídeo em formato de anti propaganda sobre a indústria cultural (Adorno, 1972-80), se baseando na pedagogia histórico-crítica de Saviani (2012) a respeito do domínio da técnica docente e a capacidade de adaptação dos conteúdos. Os principais resultados estão relacionados à autonomia dos estudantes na construção da atividade, à possibilidade de ressignificação da sala de aula através da apropriação do espaço escolar, e a utilização da autonomia docente na subversão do itinerário formativo como espaço de transformação e aprimoramento do pensamento crítico dos estudantes. Os vídeos elaborados, que não demandaram preparação prévia, visto o domínio de ferramentas audiovisuais como a câmera do próprio celular por parte dos alunos, foram críticos e artísticos de acordo com sua própria iniciativa e desenvolvimento.
Referência 1:FERRETTI, Celso João; SILVA, Monica Ribeiro da. Dos embates por hegemonia e resistência no contexto da reforma do ensino médio. Educação & Sociedade, Campinas, v. 38, n. 139, p. 385-404, abr. 2017
Referência 2:SILVA, Monica Ribeiro da; KRAWCZYK, Nora; CALÇADA, Cleci Juraci. A implementação do Novo Ensino Médio: desafios e contradições. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, v. 28, e280032, 2023.
Referência 3:SAVIANI, Dermeval. Origem e desenvolvimento da pedagogia histórico‑crítica. In: COLÓQUIO INTERNACIONAL MARX E ENGELS – “Marxismo e Educação: Fundamentos Marxistas da Pedagogia Histórico-Crítica”. IFCH