COMPLICAÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS EM TABAGISTAS.
Resumo:Resumo: Introdução: O tabagismo é um fator de risco relevante associado ao aumento de complicações no período pós-operatório, em que pacientes tabagistas apresentam maior predisposição a eventos adversos, como complicações pulmonares, cardiovasculares e prejuízos na cicatrização de feridas. Esses efeitos estão relacionados às alterações sistêmicas causadas pelas substâncias tóxicas do cigarro. Referencial teórico: Este estudo é uma revisão de literatura, utilizando artigos gratuitos publicados na íntegra nas línguas inglesa e português pelas bases de dados PUBMED e Scielo Brasil. Material e métodos: Foram utilizados os seguintes descritores: “complicações”, “pós-operatório”, "tabagismo”. Para a análise, foram incluídos quatro arquivos, os critérios de inclusão foram textos originais, artigos completos, estudos de revisão e estudos transversais, publicados nos anos de 2005 a 2025. Resultados e discussões: As complicações pulmonares estão normalmente associadas a quadros de pneumonia, insuficiência respiratória, broncoespasmo e exacerbação de DPOC. As complicações cardiovasculares mais encontradas em casos de pós-operatório são o tromboembolismo venoso, infarto agudo de miocárdio, arritmias cardíacas, hipertensão arterial, doença arterial periférica e isquemia tecidual. Nos estudos de Sakuma et al, observou-se que indivíduos tabagistas atuais ou pregressos têm 2,44 vezes maior de desenvolver algum evento cardíaco pós-operatório do que os não tabagistas. Além disso, o tabagismo compromete o processo de cicatrização de feridas, afetando na oxigenação e tendo uma influência na resposta inflamatória e na síntese de colágeno, que são elementos importantes para uma cicatrização eficaz. Logo, ocorre uma interferência nessas células imunológicas, comprometendo a defesa contra infecções, deixando o indivíduo tabagista mais suscetível à inflamações e retardando o processo cicatricial. Conclusão: Portanto, considerando os efeitos sistêmicos do tabagismo, torna-se evidente que ele contribui significativamente para complicações no pós-operatório, havendo comprometimento pulmonar, cardiovascular e prejuízo na cicatrização de feridas.
Referência 1:ALROUMI, F. et al. The impact of smoking on patient outcomes in severe sepsis and septic shock. Journal of Intensive Care, v. 6, n. 1, 28 jul. 2018.
Referência 2:BIONDO-SIMÕES, M. L. P. et al. A influência da nicotina na densidade de colágeno em cicatrizes cutâneas, em ratos. Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, v. 36, n. 5, p. 425–430, out. 2009.
Referência 3:CABRAL, G. D. B.; SILVA, R. F. E.; BORGES, Z. O. Postoperative pulmonary complications: predictors. Revista Médica de Minas Gerais, v. 24, 2014.