| Resumo: | Resumo: A saúde é um direito constitucional, inclusive para as Pessoas Privadas de Liberdade (PPL). No sistema prisional brasileiro as condições estruturais de cárcere tornam esse direito frequentemente violado, sobretudo no campo da saúde mental. A Terapia Comunitária Integrativa (TCI) é Prática Integrativa e Complementar em Saúde (PICS) do SUS de estratégia de cuidado coletivo, que se realiza com rodas de conversa, sustentada nos pilares: pensamento sistêmico, antropologia cultural e pedagogia de Paulo Freire, valorizando o saber popular e a escuta qualificada para superação do sofrimento psíquico. O objetivo deste estudo foi avaliar o impacto da Terapia Comunitária Integrativa na ressocialização das Pessoas Privadas de Liberdade da APAC/Alfenas (MG). Este estudo é qualitativo, realizado com Pessoas Privadas de Liberdade na APAC, por meio da técnica de Grupo Focal gravado. Foi aprovado pelo comitê de ética parecer n. 3.397.414. Os dados foram processados no software IRaMuTeQ, utilizando: nuvem de palavras, análise de similitude, frequência e análise por agrupamento de categorias, para análise de conteúdo das falas. Os resultados revelam impactos significativos da Terapia Comunitária Integrativa no enfrentamento de emoções reprimidas, o fortalecimento da escuta, a valorização do afeto e a construção de novos projetos de vida. As falas dos participantes evidenciam o potencial da Terapia Comunitária Integrativa como espaço terapêutico de transformação subjetiva e social que colaboram com a ressocialização das Pessoas Privadas de Liberdade e, assim, também contribue para o cumprimeito da Lei de Execução Penal. Conclui-se que a Terapia Comunitária Integrativa colaborou efetivamente para o cuidado da saúde mental, para a humanização, ressocialização e garantia de direitos das PPL na APAC.
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