| Resumo: | Introdução: A parada cardiorrespiratória (PCR) é considerada uma emergência que requer intervenção rápida e técnica para salvar vidas. Em ambientes escolares, com grande concentração de crianças e adolescentes, é essencial que os profissionais estejam capacitados para agir com segurança. A Lei nº 13.722/2018 (Lei Lucas) torna obrigatória a capacitação em primeiros socorros para docentes e trabalhadores da educação, reforçando a importância de treinamentos baseados em práticas validadas. Referencial teórico: Treinamentos em suporte básico de vida, realizados em ambiente escolar têm demonstrado ganho significativo de conhecimento que se mantém ao longo do tempo, incluindo após seis meses da capacitação (FERNANDES et al., 2014). Material e Métodos: O projeto consistiu na realização de treinamento em Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP) para as Auxiliares de Desenvolvimento Humano (ADHs) da rede municipal de ensino de Alfenas-MG. O treinamento constituiu-se em duas etapas: parte teórica e prática, as quais foram conduzidas por alunos do 5º período de Fisioterapia, com supervisão da docente responsável pelo projeto de extensão. Durante o treinamento, cada participante recebeu dois questionários contendo perguntas relacionadas a sequência da realização de RCP, disponibilizados antes e após o treinamento, com o objetivo de avaliar o desempenho e o entendimento adquiridos. Resultados e Discussão: Dentre os 250 participantes, a média de acertos entre os questionários 1 e 2 demonstrou aumento significativo de respostas corretas. No questionário 1, aplicado antes da capacitação, obteve-se 45% de acertos. O questionário 2, aplicado posteriormente, obteve 95% de respostas corretas. Esse incremento de aproximadamente 50 pontos percentuais demonstra a efetividade do método adotado e o envolvimento dos participantes nas atividades teórico-práticas. Conclusão: Os resultados obtidos demonstram que a abordagem teórico-prática foi eficaz para ampliar o conhecimento sobre RCP, além de promover valorização da vida, fortalecimento do papel social e maior autonomia em emergências.
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