| Resumo: | A mastite puerperal é uma infecção mamária que acomete puérperas em lactação, e é caracterizada por
sinais clínicos locais, como sinais flogísticos da inflamação, e sinais e sintomas sistêmicos, como febre,
mal estar, astenia e apresenta como complicação a formação de abcessos mamários. Relatar um caso de
mastite puerperal complicada na cidade de Alfenas/Minas Gerais. Relato de caso com uso de dados de
formulário de pesquisa aprovado pelo CEP da Universidade Federal de Alfenas
(CAAE:58707922.8.0000.5142), entrevista e exame clínico. Este estudo acompanhou o caso da paciente
H.E.C, do sexo feminino, 39 anos, preta, manicure que, após visita domiciliar de rotina do Projeto Apega
para avaliação das técnicas de amamentação e puericultura do recém nascido, passou por exame clínico
que a diagnosticou com mastite na mama esquerda. Os sinais e sintomas apresentados pela paciente foram
inicialmente ingurgitamento e fissura mamilar esquerdos, seguidos de edema, dor, vermelhidão, aumento
de temperatura local e febre. Trata-se de dados de alto valor diagnóstico, uma vez que, tanto a fissura
quanto o ingurgitamento são fatores prevalentes na predisposição à mastite puerperal. Somado a isso, a
puérpera apresentou um abcesso mamário a doze horas que, após ida ao Pronto Socorro, supurou e drenou
por conta própria o material purulento. Os abcessos mamários são uma complicação da mastite não
tratada. A prevenção consiste em massagem, a fim de fluidificar o leite e desobstruir os ductos, e o
tratamento consiste em antibioticoterapia que cubra o microorganismo causador da infecção, que, em 50
60% dos casos, é o Staphylococcus aureus. A mastite puerperal pode levar ao desmame precoce, o que é
desencorajado visto os benefícios do aleitamento materno tanto para o recém nascido quanto para a
puérpera. A detecção e tratamento precoces da doença são essenciais para a prevenção do desmame
precoce.
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