A REDE DE APOIO COMO PILAR DO PUERPÉRIO SAUDÁVEL: REFLEXÕES A PARTIR DA LITERATURA
Resumo:Quando a mulher se descobre grávida, todas as atenções se voltam para a saúde dela e do bebê, para que a gestação transcorra de forma saudável. A partir do nascimento, na maioria das vezes, a atenção para com a mulher fica em segundo plano. Nesse contexto é necessário o cuidado com essa recém-mãe com atenção, afeto e empatia. A rede de apoio virtual é uma ferramenta importante para que esse cuidado aconteça (Santoro, 2019). Essa rede se mostra fundamental para o bem estar da puérpera, no âmbito da saúde mental, vínculo com o bebê, proteção da amamentação e experiência de maternidade. Esse estudo teve como objetivo analisar, por meio de uma revisão narrativa da literatura, como se configura uma rede de apoio durante o puerpério. Com busca nas bases de dados SciELO, Google Acadêmico, LILACS, considerado publicações entre 2012 e 2025, sendo utilizados os descritores: “puerpério”, “rede de apoio”, “maternidade” e “rede social de apoio”. Os estudos selecionados mostram que o apoio familiar, parental, aliado ao de profissionais da saúde, formam as principais redes de auxílio durante esse período. Além do apoio aos cuidados do bebê, a rede de apoio virtual se mostra importante frente aos cuidados com a saúde da mãe, podendo influenciar a mulher frente à decisão em amamentar. A amamentação é um ato de extrema importância para desenvolvimento integral do bebê, além de reduzir a mortalidade neonatal e infantil e morbidades como infecções respiratórias, diarreia e otite média. Ainda, evidências crescentes indicam que a amamentação pode ser protetora contra obesidade e diabetes. Os artigos encontrados mostraram que as desigualdades socioeconômicas e a sobrecarga emocional frequentemente enfrentada pelas mulheres são desafios importantes para o fortalecimento dessas redes. Conclui-se que a valorização e a ampliação da rede de apoio são essenciais para promover uma vivência mais acolhedora e saudável do puerpério. Além de perceber a real necessidade da criação de políticas públicas e diretrizes específicas para maior visibilidade das puérperas quanto à atenção, zelo e afeto nesse momento.
Referência 1:SANTORO, Bárbara Fernandes Martins. Considerações sobre rede social de apoio a puérperas: uma revisão de literatura. 2019. Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização em Saúde Materno-Infantil) – Maternidade Escola, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2019. Disponível em: https://www.pantheon.ufrj.br/handle/11422/15670. Acesso em: 19 jul. 2025.
Referência 2:PRATES, L. A.; SCHMALFUSS, J. M.; LIPINSKI, J. M. Social support network of post-partum mothers in the practice of breastfeeding. Escola Anna Nery, v. 19, n. 2, p. 310–315, 2015.
Referência 3:KAVLE, J. A. et al. Addressing barriers to exclusive breast-feeding in low- and middle-income countries: a systematic review and programmatic implications. Public health nutrition, v. 20, n. 17, p. 3120–3134, 2017.