AVALIAÇÃO DOS EFEITOS DAS CONCENTRAÇÕES DE POLPAS DE CAJU E ACEROLA SOBRE O POTENCIAL ANTIOXIDANTE DA CERVEJA ARTESANAL
Resumo:O mercado de bebidas fermentadas vem sendo impulsionado pelo elevado crescimento do segmento de cervejarias artesanais e pelo surgimento de formulações com aditivos não convencionais1. Entre as cervejas artesanais frutadas, destacam-se as fruit beer, por suas características sensoriais e nutracêuticas devido à adição de polpas de frutas. As frutas são ricas em compostos antioxidantes naturais que protegem as células contra os efeitos de radicais livres. Esses compostos, como carotenoides e polifenóis, conferem atividade antioxidante2. Os frutos de acerola e caju se destacam pelos seus elevados teores nutricionais e potencial antioxidativo. Objetivou-se avaliar o efeito da adição de polpas de acerola e caju na capacidade antioxidante da cerveja. Adotou-se como tratamento controle a cerveja Ale produzida com mosto de extrato de malte seco (DME), com adição de levedura Saccharomyces cerevisiae e de extrato de lúpulo. padronizou-se a gravidade específica inicial do mosto em 1,040, fermentado por 7 dias em 19°C, em mini-fermentadores (tubos Falcon de 50 mL, com tubo para saída de CO₂ e para retirada de amostra). Adicionaram-se os frutos na forma de polpa concentrada no início da maturação, etapa essa realizada por 7 dias, a 9°C, e 1 dia a 1°C. Adotou-se o planejamento experimental de Delineamento Composto Central Rotacional (DCCR, α = 1,41), considerando-se como variáveis independentes as concentrações de polpa de acerola e de caju (variando de 0,015 a 0,1 g de polpa/mL). O DCCR incluiu dez ensaios: quatro pontos fatoriais, quatro axiais e duas repetições no ponto central. Analisaram-se todos os ensaios em duplicata. Realizaram-se as análises físico-químicas na cerveja pronta, determinando-se as variáveis dependentes: teores de ácido ascórbico, fenólicos e flavonoides totais e a capacidade antioxidante das bebidas. Analisaram-se os resultados obtidos foram analisados por meio de superfície de resposta e determinação da desejabilidade para o processo.
Referência 1:1-HORNINK, G.G. Princípios da produção cervejeira e as enzimas na mosturação. 2 ed. Alfenas: Edição do autor, 2024. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/382651733_Principios_da_pro
Referência 2:2-STEENACKERS B., COOMAN L., VOS D. D. Chemical transformations of characteristic hop secondary metabolites in relation to beer properties and the brewing process: A review. Food Chemistry. v.1, p. 74