| Resumo: | O presente estudo teve como objetivo analisar a percepção da comunidade acadêmica da Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL/MG) sobre a cultura empreendedora, o conhecimento em inovação e a familiaridade com instrumentos de propriedade intelectual. A pesquisa contou com 111 respondentes, entre discentes, docentes e técnicos administrativos, refletindo a heterogeneidade da instituição. Do ponto de vista teórico, parte-se da concepção de inovação como motor do desenvolvimento econômico (SCHUMPETER, 1982) e da importância das universidades nos sistemas de inovação e transferência de tecnologia (FREEMAN, 2013). Os resultados indicaram que 86,5% dos participantes compreendem inovação como criação ou melhoria de processos, mas 55% nunca tiveram experiências práticas sobre o tema, evidenciando a distância entre teoria e prática. Observou-se ainda baixo conhecimento sobre spin-offs, com apenas 18,9% afirmando conhecer o conceito e 85,6% desconhecendo sua existência na instituição. Em relação à propriedade intelectual, apenas 14,4% declararam domínio satisfatório, embora 91,9% tenham reconhecido corretamente a função da patente. Além disso, 47,7% não sabem o que é busca de anterioridade e 53,2% desconhecem o processo de solicitação de patentes. Por outro lado, 52,2% afirmaram possuir ideias inovadoras e interesse em implementá-las, mas relatam barreiras para sua execução. Conclui-se que, embora haja um bom entendimento conceitual sobre inovação, persistem fragilidades na vivência prática e na apropriação dos instrumentos de empreendedorismo acadêmico. Tais achados reforçam a necessidade de políticas institucionais voltadas à formação continuada, à comunicação mais eficaz e ao fortalecimento da Agência de Inovação e Empreendedorismo I9, de modo a consolidar a cultura empreendedora na UNIFAL/MG.
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