| Resumo: | O aleitamento materno é reconhecido como a melhor estratégia natural de vínculo, afeto, proteção e nutrição para os primeiros anos de vida. Devido aos seus inúmeros benefícios para o binômio mãe/filho, o Ministério da Saúde e a Organização Mundial de saúde recomendam a amamentação exclusiva nos primeiros seis meses de vida e de forma complementar até os dois anos de idade. No entanto, alguns obstáculos surgem para tal prática, como o aparecimento de intercorrências mamárias. Dentre as diversas etiologias para o surgimento destas intercorrências encontra-se o tabagismo. Mães tabagistas são propensas ao desmame precoce visto a alteração na composição e na produção do leite materno (BAHADORE et al., 2013; MACCHI et al., 2020), o que favorecem, pelo aumento da força de sucção do bebê, o surgimento das intercorrências mamárias. Desta forma, em decorrência da importância do aleitamento materno e do impacto das intercorrências mamárias nesta prática, o presente estudo buscou analisar o papel do tabagismo no surgimento destas intercorrências. Trata-se de um estudo de coorte, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UNIFAL-MG (CAAE Nº 58707922.8.0000.5142), que acompanhou 121 mães, durante visitas de 10 dias, 1 mês, 3 meses, 6 meses e 1 ano, durante o período de 1 ano. Foram encontradas 112 mães não tabagistas e 9 tabagistas, sendo selecionadas, para efeito comparativo, apenas 5 mães tabagistas e 5 não tabagistas. Das 5 mães não fumantes, 3 apresentaram intercorrências mamárias, sendo elas fissuras e dor. Acerca das mães fumantes, 4 apresentaram intercorrências mamárias, sendo elas fissuras, dor e alteração na forma do mamilo. Frente aos resultados encontrados, apesar de um grupo amostral limitado, conclui-se que mães tabagistas apresentaram maior número de intercorrências mamárias em detrimento de mães não tabagistas, o que corrobora a influência negativa do tabagismo na prática do aleitamento materno.
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