| Resumo: | Introdução e Referencial Teórico: O câncer de mama é a principal causa de morte por câncer em mulheres brasileiras, representando um grave problema de saúde. Mulheres sobreviventes do câncer de mama podem apresentar várias complicações devido ao tratamento e à própria doença, incluindo alterações na força muscular periférica, na força muscular respiratória e na capacidade funcional. O objetivo do estudo foi analisar a correlação da força muscular periférica com a idade, a força muscular respiratória e a capacidade funcional. Material e Métodos: Estudo analítico, transversal e observacional com mulheres em tratamento para o câncer de mama e que já realizaram cirurgia de retirada do tumor na mama. Realizou-se avaliação das variáveis cardiorrespiratórias (força muscular periférica, força muscular respiratória e capacidade funcional) através, respectivamente, da dinamometria (força de preensão palmar - FPP), da manovacuometria (pressões inspiratória e expiratória máximas – PImáx e PEmáx) e do teste de sentar e levantar da cadeira de 1 minuto (TSL1). Foi utilizada a correlação de Pearson para correlacionar a FPP dominante obtida com a idade, a PImáx, a PEmáx e o TSL1. Adotou-se o nível de significância de 5%. Resultados e discussão: Na análise de 25 mulheres com idade de 51,6 ± 8,9 anos e IMC de 27,2 ± 4,8 kg/m2 observou-se correlação significativa entre a FPP e a idade (negativa moderada), a PEmáx (positiva moderada) e o TSL1 (positiva moderada). Conclusão: Mulheres com câncer de mama apresentam uma força muscular periférica menor com o avanço da idade. Pode-se também dizer que essas mulheres apresentam redução da força muscular periférica conforme há redução da força muscular expiratória. Além de que essa população apresenta redução da força muscular periférica de acordo com a redução da capacidade funcional.
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| Referência 1: | ABREU, Ana Paula Monteiro et al. Função pulmonar e força muscular respiratória em pacientes submetidas à cirurgia oncológica de mama. Revista Brasileira de Cancerologia, v. 60, n. 2, p. 151-157, 2014. |
| Referência 2: | GÓIS, M. C. et al. Prevalência das complicações pós-operatórias decorrentes da mastectomia radical modificada com linfadenectomia axilar. Revista Brasileira de Mastologia, v. 21, n. 4, p. 157-160, 201 |
| Referência 3: | INSTITUTO NACIONAL DO CÂNCER. Estimativa 2023: incidência de câncer no Brasil. Ministério da Saúde: INCA, 2023. Disponível em: http://www. inca.gov.br. Acesso em: 08 abr. 2025. |