AURICULOTERAPIA FRANCESA POR BIOFOTOMODULAÇÃO A LASER NA INTENSIDADE DA DOR E NA ATIVIDADE ELÉTRICA CEREBRAL
Resumo:Introdução e referencial teórico: As disfunções temporomandibulares (DTM) são alterações multifatoriais que comprometem a função da articulação temporomandibular e podem estar relacionadas a fatores anatômicos, neuromusculares, psicológicos e oclusais. A dor é o sintoma mais frequente e exerce grande impacto sobre a qualidade de vida. Nesse contexto, recursos que auxiliem tanto no diagnóstico quanto no acompanhamento da condição são relevantes. O eletroencefalograma (EEG) permite avaliar oscilações da atividade elétrica cerebral em diferentes frequências diante da dor, contribuindo para a compreensão da DTM. Objetivo: O objetivo do estudo foi verificar o efeito da auriculoterapia por biofotomodulação a LASER nos sintomas de dor e na atividade elétrica cerebral em indivíduos com DTM. Materiais e métodos: Trata-se de um estudo quase-experimental realizado com 11 voluntários (10 mulheres e 1 homem, maiores de 18 anos) com diagnóstico de DTM confirmado por triagem da dor. As avaliações ocorreram em quatro momentos: pré-intervenção, 24 horas, 7 dias e 1 mês após a intervenção, por meio da Escala de Dor Crônica Graduada (EDCG). O eletroencefalograma foi aplicado no momento pré-intervenção e após 1 mês. O protocolo de tratamento consistiu em auriculoterapia clínica francesa a LASER, realizada duas vezes por semana, durante um mês (8 sessões). Para a análise estatística, foram utilizados o teste de Friedman e o teste t independente. Resultados e discussão: A maioria dos itens da EDCG apresentou redução significativa nos escores de dor (p0,05). Conclusão: A auriculoterapia francesa com laser demonstrou efeito positivo na redução da intensidade da dor e na interferência da dor nas atividades de vida diária em indivíduos com DTM. Contudo, são necessários estudos com amostras maiores e inclusão de grupo controle para reforçar e validar esses achados.
Referência 1:CARRARA, S. V.; CONTI, P. C. R.; BARBOSA, J. S. Termo do 1° Consenso de Disfunção temporomandibular e Dor Orofacial, Dental Press J Orthod, v.15, n. 3, p. 114–120, 2010.
Referência 2:CRUZ, J. H. A., et al. Temporomandibular disorders: systematized review. Archives of health investigation, v. 9, n. 6, p. 510–575, 2020.