| Resumo: | Os Programas de Educação Tutorial (PETs) apresentam diversas qualidades para a
formação acadêmica dos estudantes. Entre elas, destaca-se o estímulo à continuidade dos
estudos na pós-graduação (MACIEL, 2016). Ao longo de suas trajetórias, é comum que alunos
da graduação relatem inseguranças quanto à transição para o mestrado (GARDNER, 2008). De
acordo com Silva e Sampaio (2022), mesmo com políticas públicas de incentivo, muitos
estudantes desistem da vida acadêmica. Nesse contexto, o PET se destaca nas instituições de
ensino superior como um espaço de apoio e motivação para os graduandos. Na UNIFAL-MG,
por exemplo, é possível encontrar diversos professores e pós-graduandos que tiveram
experiências marcantes como petianos no Campus de Varginha. Muitos desses profissionais
relatam que foram incentivados a seguir a carreira acadêmica justamente pelas atividades
promovidas no PET BICE, como o Laboratório de Introdução à Pesquisa Petiana. Essa
iniciativa permitiu que os bolsistas desenvolvessem uma postura mais crítica, proativa e
profissional em relação à pesquisa, em comparação com estudantes que não participaram do
programa. Além disso, muitos ex-petianos atuam como tutores informais, mesmo sem vínculo
institucional. Essa tutoria cria um ambiente acolhedor, de pertencimento e segurança. A
hesitação em tirar dúvidas, comum em espaços formais, tende a desaparecer nas interações
entre petianos e ex-petianos, justamente por conta da horizontalidade e da confiança presentes
no grupo. Essas relações fortalecem a motivação dos graduandos e permitem que visualizem o
percurso acadêmico com mais clareza, baseando-se em exemplos reais. Fomentar essas
interações contribui para a continuidade dos estudos e para a construção de uma cultura
acadêmica mais engajada, colaborativa e plural. Em síntese, o PET vai além do apoio
acadêmico: aproxima graduação e pós-graduação, promove pertencimento e fortalece a
formação acadêmica de forma integral.
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