| Resumo: | O girassol (Helianthus annuus L.) é uma cultura de ampla importância agrícola, industrial e ornamental, utilizada na produção de alimentos e biocombustíveis. Entretanto, sementes oleaginosas apresentam baixa longevidade, o que limita sua conservação. Nesse contexto, a criopreservação surge como alternativa promissora, podendo ser potencializada por técnicas de nanopriming com nanomateriais. Estudos recentes demonstram que nanopartículas, como ZnO e Fe₂O₃, podem melhorar o desempenho fisiológico das sementes (Al-Sudani et al., 2024), enquanto o uso de nanomateriais de carbono tem mostrado resultados positivos no metabolismo e germinação (González-García et al., 2022). Além disso, o nanopriming com óxido de grafeno tem sido descrito como bioestimulante, modulando respostas fisiológicas e bioquímicas em sementes (Shah et al., 2021; Yan et al., 2024). Revisões recentes reforçam a relevância dessa tecnologia como estratégia emergente para uma agricultura sustentável (Nile et al., 2022). Neste trabalho, objetiva-se avaliar o efeito do nanopriming de sementes de girassol com diferentes concentrações de nanotubos de carbono (NTC) seguido de armazenamento em criopreservação. As sementes serão submetidas à desinfecção, tratamento em soluções de NTC (0 a 100%), secagem e armazenamento em nitrogênio líquido a -196 °C por até 120 dias. Após descongelamento, serão avaliados vigor, germinação e anatomia foliar. Espera-se que o nanopriming com NTC aumente a viabilidade e o vigor das sementes ao longo do armazenamento, contribuindo para a padronização de protocolos inovadores em biotecnologia vegetal e conservação de recursos genéticos.
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