| Resumo: | O extrato rico em galactoglucomanana (GGM), obtido da serragem da madeira de Abeto da Noruega (Picea abies) comum no norte europeu, apresenta a composição rica em galactoglucomanana (hemicelulose) e compostos fenólicos com potencial bioativo (LIMA et al., 2024b). O presente estudo teve como objetivo avaliar os efeitos antioxidantes e citoprotetores da GGM em células Caco-2 in vitro como etapa preliminar para futuros estudos in vivo em modelos de colite murino. Para a avaliação da viabilidade, as células Caco-2 foram tratadas com diferentes concentrações de extrato de GGM (10-200 µg EAG/mL) e avaliadas pelo ensaio MTT. Na investigação dos efeitos antioxidantes, as células Caco-2 foram induzidas com H₂O₂ na concentração de 1000 µM e tratadas com GGM nas concentrações de 5, 10 e 20 µg EAG/mL. A formação de ROS intracelular foi determinada pelo método de fluorescência DCFH-DA e os níveis de glutationa total (GSH+GSSG) e GSSG oxidada foram quantificados por método enzimático - DTNB (LIMA et al., 2024a). Em condições basais, o tratamento com GGM reduziu a geração de ROS, atingindo níveis inferiores ao controle negativ. Quanto ao estresse oxidativo, o pré-tratamento com GGM atenuou o aumento de ROS de forma dose-dependente. Além disso, em condições normais, a GGM aumentou a razão GSH/GSSG, favorecendo o equilíbrio redox. No entanto, sob estresse oxidativo induzido por H₂O₂, o tratamento com GGM não promoveu alterações no sistema GSH/GSSG, o que sugere um efeito antioxidante direto ou indireto através de outras vias celulares. Esses achados indicam que o extrato rico em GGM exerce atividade antioxidante e citoprotetora, principalmente pela redução direta de ROS, sendo seu mecanismo de ação independente da via GSH/GSSG. Sendo assim, esses resultados indicam o potencial antioxidante do extrato de galactoglucomanana como componente funcional para a saúde do intestino.
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