| Resumo: | Introdução: A saúde mental de universitários vem sendo afetada por sobrecarga acadêmica, adaptação a novas rotinas e pressão por desempenho. Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS), como a auriculoterapia, surgem como alternativas seguras e eficazes no manejo da ansiedade, favorecendo o cuidado integral e humanizado. Objetivo: Relatar a experiência de graduandos de Enfermagem na aplicação da auriculoterapia como intervenção complementar para universitários com sintomas de ansiedade. Método: Relato de experiência desenvolvido em um projeto de extensão em uma universidade pública do Sul de Minas Gerais (2023-2024). As sessões foram conduzidas por graduandos, sob supervisão docente, com uso de agulhas semipermanentes e laser de baixa potência. Resultados: Os universitários atendidos apresentavam sintomas frequentes de ansiedade, como alterações do sono, tensão muscular, cefaléia, taquicardia, inquietação e dificuldades de concentração. Após a intervenção, observaram-se relatos de melhora na qualidade do sono, maior foco nas atividades acadêmicas, sensação de relaxamento, bem-estar e redução de sintomas físicos e emocionais. A prática proporcionou não apenas alívio sintomático, mas também momentos de acolhimento e escuta ativa. Esses resultados corroboram evidências científicas que destacam a eficácia da auriculoterapia no manejo da ansiedade. Para os graduandos, a vivência possibilitou o desenvolvimento de competências clínicas, vínculo terapêutico e compreensão ampliada sobre as PICS como parte do cuidado em saúde mental. Conclusão: A experiência evidenciou a auriculoterapia como estratégia complementar viável na saúde mental de universitários, contribuindo para o alívio da ansiedade e fortalecimento da formação acadêmica e ética dos graduandos. Recomenda-se ampliar iniciativas semelhantes e sistematizar avaliações para integração dessa prática em políticas institucionais de cuidado.
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| Referência 2: | BARROS, R. N.; PEIXOTO, A. L. A. Saúde mental de universitários: levantamento de transtornos mentais comuns em estudantes de uma universidade brasileira. Q. de Psicologia, v. 25, n. 2, p. e1958, 2023. |