| Resumo: | A periodontite é uma inflamação microbiana que promove destruição dos tecidos periodontais, sendo modulada por fatores sistêmicos e pela resposta imune do hospedeiro. Devido à alta prevalência das doenças periodontais e às limitações do tratamento convencional por raspagem e alisamento radicular, a associação de antimicrobianos como amoxicilina e metronidazol tem sido amplamente empregada, embora a administração sistêmica possa causar efeitos adversos. A aplicação local por meio de nanopartículas potencializa efeitos antimicrobianos e regenerativos, reduzindo a toxicidade sistêmica e atuando diretamente nas bolsas periodontais. Neste estudo, nanopartículas de albumina sérica bovina (BSA, 10 mg) foram incubadas com 2 mL de amoxicilina e metronidazol em tampão fosfato (pH 7,0) a 25 °C em diferentes tempos, com análise dos sobrenadantes por HPLC–UV (225 nm), com injeção de 25 µL em coluna C18. Para as isotermas de adsorção, as partículas foram incubadas com diversas concentrações dos fármacos, centrifugadas e também avaliadas por HPLC. A citotoxicidade será avaliada em células NIH-F3T3 pelo ensaio de MTT, determinando IC₅₀, GI₅₀ e LC₅₀. Os resultados preliminares da cinética de adsorção demonstraram ausência de adsorção significativa dos fármacos, o que tornou necessária a realização de novas sínteses a partir da matéria-prima base das nanopartículas. Para isso, foi realizado o revestimento com 3-(trimetoxisilil) propil metacrilato (MPS), que possibilita a formação de polímeros e copolímeros magnéticos (M-CP), com o objetivo de otimizar a adsorção dos fármacos e conferir maior funcionalidade e estabilidade às nanopartículas de BSA, que passam agora a ser denominadas copolímeros de acesso restrito (M-RACP) a outras proteínas. Espera-se que este sistema proporcione adsorção e liberação controlada da amoxicilina e do metronidazol de forma eficaz, atendendo aos parâmetros esperados e evidenciando a eficiência da técnica, representando uma alternativa promissora para a terapia periodontal.
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