| Resumo: | Introdução: os adolescentes têm sido cada vez mais expostos à mídia digital, especialmente no desfecho da pandemia de COVID-19 (Freitas et al. 2024), o que levanta preocupações sobre os efeitos dessa exposição, incluindo o aumento de comportamentos suicidas e de autolesão. Referencial teórico: a pandemia provocou mudanças drásticas na rotina adolescente, resultando em maior tempo de tela e de internet, uso de smartphones e redes sociais. O isolamento social e a necessidade de adaptação a novas formas de interação ampliaram as preocupações sobre o impacto do uso intensivo de tecnologia na saúde mental dessa população (Resende et al. 2024). Diante disso, o estudo objetiva analisar a relação entre tempo excessivo de tela, autolesão e comportamento suicida em adolescentes durante a pandemia. Materiais e Métodos: realizou-se uma revisão integrativa da literatura (Mendes et al. 2008), com a estratégia PICOT: P—adolescentes; I—tempo intensivo de tela e internet; O—comportamento suicida e autolesão; T—período pandêmico (Melnyk and Fineout‐Overholt 2019). Bases de dados incluídas: Embase, LILACS, PubMed, Scopus, Cinahl, Web of Science e Google Scholar. Foram identificados 1645 estudos; após a triagem de títulos e resumos, 18 atenderam aos critérios de elegibilidade. Resultados e Discussão: observou-se uma associação preocupante entre exposição prolongada a telas e a ocorrência de autolesão e comportamento suicida entre adolescentes. Os estudos incluídos foram organizados em quatro categorias: dependência de telefone e comportamento suicida; vício, uso problemático e dependência de internet, tempo de tela, comportamento suicida e autolesão; redes sociais, comportamento suicida e autolesão; e impacto do tempo de tela, uso de smartphones e da internet na saúde emocional e comportamental de adolescentes. Esses achados ressaltam a necessidade de estratégias de triagem, educação para hábitos digitais saudáveis e intervenções de cuidado mental. Conclusão: medidas para mitigar os riscos decorrentes da exposição excessiva à tela, com foco em prevenção, detecção precoce e suporte contínuo à saúde mental de adolescentes são necessárias. Para enfrentar efetivamente esses desafios, é essencial adotar estratégias concretas que promovam o bem-estar mental dos adolescentes.
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