| Resumo: | Introdução: O futebol é uma prática esportiva muito difundida entre jovens, que muitas vezes sonham em se tornar jogadores profissionais e atuar em clubes de elite, o que é evidenciado pelo grande número de novos jogadores inscritos no boletim informativo diário da CBF (BID). Desse modo, este estudo tem como objetivo analisar as lesões mais recorrentes em jovens jogadores de futebol, com idades entre 15 e 17 anos, possibilitando a aplicação de intervenções específicas voltadas às necessidades físicas desse grupo. Referencial teórico: Nesse contexto, estudos como o de Pfirrmann et al. (2016) evidenciam uma grande incidência de lesões em membros inferiores, o que, consequentemente, pode levar à diminuição do desempenho dos atletas em campo. Materiais e métodos: Trata-se de um estudo transversal aprovado pelo comitê de ética da UNIFAL-MG. No início da temporada de 2025, foram avaliados 59 atletas, sendo 48 da categoria sub-17 e 11 da sub-15, por meio de um formulário online as perguntas foram agrupadas em quatro seções: dados pessoais, informações relacionadas ao esporte, perguntas relacionadas a lesões, e sobre o atual quadro doloroso quando houvesse. Os dados coletados referem-se a características gerais e histórico de lesões. Resultados e discussão: Os resultados demonstraram que a média de altura dos jogadores é de 1,75m e o peso de 62,83 kg, e que, 59,32% dos jogadores já sofreram lesões relacionadas à prática do futebol. Os locais de lesão mais comuns foram: tornozelo (27,11%), joelho (18,64%), quadril (8,4%) e mãos (8,4%). Conclusão: Esses dados sugerem possíveis déficits de mobilidade, força e propriocepção dos membros inferiores. A análise sugere que intervenções específicas voltadas ao fortalecimento e à prevenção de lesões nos joelhos e tornozelos podem ser fundamentais para a redução da incidência de lesões e para a melhora da performance desses jogadores.
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