VERIFICAÇÃO DE ESPÉCIES DE CRASSULACEAE PARA UTILIZAR NO CULTIVO IN VITRO
Resumo:O cultivo in vitro é uma técnica de micropropagação vegetal muito utilizada pela biotecnologia vegetal para o melhoramento de plantas, fisiologicamente e geneticamente. Dentro dessa técnica, é possível isolar células vegetais, assim, essas estruturas não são afetadas por fatores ambientais como pragas e microrganismos para a análise de experimentos para a reprodução. A família das Crassulaceae é constituída por plantas de metabolismo CAM, que resistem a ambientes extremos e são fáceis de propagar. Visando estudos de novos modelos através dessas espécies de fácil obtenção, o presente estudo se propõe a responder: entre Graptopetalum paraguayense e Sedum morganianum, qual espécie seria melhor para a micropropagação in vitro. As Crassulaceae são plantas com metabolismo ácido, seus estômatos abrem somente durante a noite, captura CO2 e é armazenado como ácido málico nos vacúolos para ser utilizados na fotossíntese durante o dia. Essas características foram adquiridas ao longo do processo evolutivo a partir de condições climáticas como a quantidade de CO2 na atmosfera. Para a inoculação foram utilizadas folhas de ambas as espécies. Inoculadas em Meio MS pleno e ágar 7 g/L. No final do experimento, as folhas de S. morganianum não se mostraram as melhores para a propagação in vitro (5/15). Em contrapartida, a G. paraguayense teve um índice muito maior de propagação (9/15). Mesmo in vivo, a S. morganianum é melhor propagada por meio da estaquia. Por conta do tamanho de suas folhas, desenvolver um clone a partir delas é mais dificultado. Por outro lado, G. paraguayense pode ser mais complicada para a propagação por conta da quantidade, seus indivíduos têm menos folhas mara o manuseio, mas possuem alto índice de propagação em meio in vitro também. Como conclusão, pode-se afirmar que as G. paraguayense se mostraram melhores para propagação quanto a quantidade de germinação.
Referência 1:CARVALHO, J. M. F. C.; VIDAL, M. S. Noções de cultivo de tecidos vegetais. Embrapa, 2003, p. 11-42.
Referência 2:HULTINE, K. R.; CUSHMAN, J. C.; WILLIAMS, D. G. New perspectives on crassulacean acid metabolism biology. Journal of Experimental Botany, v. 70, n. 22, p. 6489-6493, 2019
Referência 3:TAIZ, L.; ZEIGER, E. Fisiologia Vegetal. 3ª Ed. Porto Alegre: Artmed. 2009.