| Resumo: | O corpo é o primeiro território de conhecimento e de relação da criança com o mundo. Desdecedo, o bebê se expressa e se comunica por meio de gestos, movimentos, olhares e vocalizações. Ocorpo, nesse sentido, não é apenas suporte biológico, mas também um espaço simbólico ecomunicativo, em que se constroem identidade, subjetividade e vínculos com o outro. A apropriaçãocorporal envolve tanto o reconhecimento das partes do corpo quanto a atribuição de significados a elas,em situações cotidianas de interação. A forma como o adulto se posiciona diante dessas manifestaçõesinfluencia diretamente esse processo. Quando o professor observa e valoriza a expressão corporal dacriança, cria condições para que ela reconheça seu corpo, perceba sua singularidade e desenvolvaconsciência de si. Atividades como olhar-se no espelho, cantar, dançar ou nomear partes do corpo sãomomentos importantes de construção do esquema corporal, favorecendo não apenas o desenvolvimentomotor, mas também a linguagem, a socialização e o cuidado consigo e com o outro. Essa perspectiva édiscutida por Erika Parlato Oliveira em Saberes do Bebê, ao defender a ideia de que desde onascimento o bebê é um sujeito ativo, capaz de interpretar o mundo e produzir sentidos. Nesse sentido,a apropriação corporal não se limita a conhecer o corpo em seus aspectos físicos, mas se amplia para adimensão da identidade e da inserção social, permitindo que a criança construa saberes sobre si mesmae sobre suas relações. Nas experiências de regências do programa PIBID, sobretudo as atividadesrelacionadas ao tema apropriação corporal com bebês de 0 a 2 anos, tais questões foram observadaspelas autoras deste. Os relatos apresentados, ocorreram no CEMEI Professora Lucinda Tamburini deSouza - Ipê Amarelo, percebendo a multimodalidade de comunicação, principalmente nos momentoscom crianças que ainda não se comunicam através da fala.
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| Referência 2: | MORAES, A. de A.; CUNHA, V. M. P. da. Contribuições do PIBID para a formação deprofessores: experiências de aprendizagem e reflexões. Caderno Pedagógico, [S. l.], v. 22, n. 4, p. e14462, 2025. |