| Resumo: | Introdução: O envelhecimento populacional pode ser percebido de maneira acelerada no
Brasil. Em Minas Gerais, projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística apontam para um
índice de envelhecimento de 90,8% no ano de 2030, ou seja, para cada 100 jovens de até 14 anos,
haverá aproximadamente 91 pessoas com 60 anos ou mais. Diante disso, a percepção dos idosos da
região Sul de Minas Gerais em relação aos serviços oferecidos pela Atenção Primária à Saúde (APS) é
indispensável para a adequação dos cuidados ofertados pelo Sistema Único de Saúde na região. Apesar
da importância do tema, há escassez de pesquisas e estudos na região. O presente estudo buscou
analisar como os idosos da região Sul Mineira avaliam os serviços da APS. Metodologia: Trata-se de
um estudo transversal realizado em municípios da região Sul de Minas Gerais, cujos dados foram
obtidos a partir de um questionário e entrevistas realizadas por telefone. Resultados/discussão: Foram
entrevistados 140 idosos, com idade média de 70,1 anos, 72,1% do sexo feminino. Quando
questionados em relação ao que mais lhes desagradava quando precisavam dos serviços de saúde, 35%
relataram dificuldades para marcar consulta devido à fila, o que dialoga com o estudo de Rocha et al.
(2021) realizado no município de Alfenas, que evidenciou uma boa avaliação dos serviços da APS, mas
apresentou limitações no cuidado integral. Além disso, em relação ao uso dos serviços durante a
pandemia, 56% dos entrevistados mantiveram a mesma frequência de utilização, 29% relataram ter
diminuído o uso, demonstrando os impactos diante do contexto pandêmico. Conclusão: A avaliação
dos serviços oferecidos pela APS e a utilização desses serviços pelos idosos pode contribuir para a
oferta de ações básicas de saúde voltadas às necessidades das pessoas idosas.
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