| Resumo: | A participação no PIBID em uma escola pública de Alfenas (MG) tem proporcionado uma aproximação fundamental entre teoria e prática. Como licenciandos em Geografia, a vivência no “chão da escola” tem possibilitado observar a dinâmica do ensino e, ao mesmo tempo, atuar de forma orientada sob supervisão de professores da universidade e da rede estadual. O programa, conforme diretrizes da CAPES, busca fomentar a iniciação à docência e fortalecer a formação docente. Na UNIFAL-MG, o subprojeto organiza atividades de observação, planejamento e regência compartilhada, criando um espaço de diálogo constante sobre currículo, metodologias e avaliação. Essa inserção fortalece a identidade docente e aproxima universidade e escola pública. O planejamento pedagógico dialoga com a BNCC, especialmente no desenvolvimento do pensamento espacial e na leitura crítica de diferentes linguagens. Em nossas práticas, destacaram-se atividades de cartografia e lugar, valorizando o cotidiano dos alunos, como o mapeamento do bairro, dos usos do solo e das rotas de transporte, articulando conceitos de escala e paisagem. A fundamentação teórica tem se apoiado em Cavalcanti (2019), ao propor que a Geografia escolar articule o conhecimento à experiência vivida, e em Callai (2005), que valoriza a cartografia como prática significativa de leitura do espaço. Também buscamos inspiração em Freire (2016), ao adotar uma postura dialógica e problematizadora, e em Libâneo (2013), que contribui para compreender a didática como organização intencional do ensino. Os resultados foram expressivos: maior engajamento dos estudantes, fortalecimento da autonomia e do pensamento espacial, além da ampliação do senso crítico. Para os pibidianos, a experiência consolidou saberes pedagógicos e reafirmou o papel do PIBID na formação inicial e melhoria da educação básica, com impacto direto no ensino de Geografia.
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