| Resumo: | A crescente produção de vinhos no sul de Minas Gerais reconhecida pela alta qualidade gera um volume significativo de resíduos agroindustriais, como engaço, bagaço e sementes. O descarte inadequado desses subprodutos representa um desafio ambiental, mas também uma oportunidade para a inovação e o desenvolvimento sustentável. Este estudo investiga o potencial bioativo dos resíduos da viticultura familiar da região, visando sua transformação em produtos de alto valor agregado. Amostras de diferentes cultivares, fornecidas pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG), foram processadas por secagem, moagem e extração por maceração em etanol 70%. O potencial antioxidante dos extratos foi avaliado pelos ensaios de atividade sequestradora do radical DPPH e Fenólicos totais. Os resultados revelaram uma notável capacidade antioxidante, com valores de DPPH variando de 13,51 a 84,88 µmol TE/g em etanol 70% e Fenólicos totais entre 22,09 e 95,75 mg GAE·g⁻¹ em etanol 70%. Estes achados promissores confirmam que os resíduos da vitivinicultura são uma fonte rica em compostos fenólicos com excelente atividade antioxidante. O projeto, de caráter interdisciplinar, fortalece a economia local e a produção de conteúdo científico no Brasil. A pesquisa abre caminhos para o desenvolvimento de novos produtos e insumos, com potencial aplicação na indústria farmacêutica e de alimentos, impulsionando o desenvolvimento socioeconômico e tecnológico da viticultura familiar na região.
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