| Resumo: | : A domperidona é um antagonista seletivo dos receptores de dopamina, utilizada no tratamento de náuseas e vômitos por estimular a motilidade e acelerar o esvaziamento gástrico. Contudo, sua baixa solubilidade em água e o intenso metabolismo de primeira passagem reduzem a biodisponibilidade oral. A formação de sais, como com ácido mandélico e sacarina, representa alternativa para aumentar a solubilidade. A incorporação em comprimidos orodispersíveis favorece a adesão terapêutica por permitir administração sem água e rápida dissolução, sendo a escolha de excipientes fundamental para garantir eficácia e qualidade. A sacarina sódica, além de elevada solubilidade e estabilidade, atua como edulcorante, mascarando o sabor amargo da domperidona e contribuindo para a estabilidade da formulação. O ácido mandélico (DL-mandélico) é amplamente empregado na formação de sais farmacêuticos, promovendo maior solubilidade e estabilidade química. Neste estudo, comprimidos orodispersíveis contendo sais de domperidona com sacarina e ácido mandélico foram preparados por trituração manual assistida por água, seguidos de secagem (175 °C/1 h para mandélico e ambiente para sacarina), tamisação e compressão direta. A estabilidade química foi avaliada a 40 °C e 75% UR nos tempos de 0, 3 e 6 meses, sendo o teor de domperidona determinado por HPLC. A domperidona apresentou teores de 100,6 ± 0,8% (tempo 0), 99,4% ± 6,6% (tempo 3) e 99,0 ± 13,2 % (tempo 6). A sacarina a presentou 100,7 ± 0,7%, 93,0 ± 10,46% e 95,4 ± 6,8% nos mesmos tempos. Já o mandelato apresentou 99,6 ± 0,6%, 108,1 ± 24,4% e 79,8 ± 18,3%, respectivamente. Esses achados sugerem que a análise nos tempos 3 e 6 necessita de maior aprofundamento experimental, uma vez que a variabilidade pode estar relacionada a fatores metodológicos, de estabilidade ou de reprodutibilidade. Portanto, são necessárias investigações adicionais para confirmar a eficiência e a estabilidade das formulações ao longo do tempo.
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