| Resumo: | Nos últimos anos, a estimulação cerebral não invasiva tem despertado grande interesse na fisioterapia esportiva, principalmente pela possibilidade de melhorar o desempenho e a recuperação de atletas. Entre as técnicas mais estudadas estão a Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua (tDCS) e a Estimulação Magnética Transcraniana Repetitiva (rTMS), ambas capazes de modular a excitabilidade cortical e influenciar a plasticidade neural.
A revisão integrativa analisou publicações entre 2014 e 2024 nas bases PubMed, Scopus e Web of Science, considerando estudos que investigaram os efeitos da tDCS e rTMS em atletas. Os resultados indicam que essas técnicas podem gerar melhorias no desempenho motor, cognitivo e perceptivo, além de acelerar a recuperação pós-exercício, reduzindo fadiga e otimizando adaptações fisiológicas. As evidências também sugerem impactos positivos em aspectos neurofisiológicos, como conectividade funcional e resposta adaptativa do sistema nervoso. Apesar dos achados promissores, a eficácia varia conforme a modalidade esportiva, área cerebral estimulada e parâmetros utilizados. Ainda existem lacunas importantes sobre os efeitos a longo prazo e os mecanismos neurobiológicos envolvidos. Conclui-se que a tDCS e a rTMS apresentam potencial promissor como estratégias adjuvantes na fisioterapia esportiva, sendo necessário avançar em pesquisas que explorem protocolos individualizados e seguros para sua aplicação prática.
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