| Resumo: | Introdução: Leguminosas são importantes fontes de nutrientes na alimentação humana, sendo o grão-de-bico um de seus maiores representantes (ZARGARZADEH et al., 2023). Embora no Brasil se conheça pouco, há três diferentes tipos bastante utilizados na alimentação humana: os do tipo kabuli, mais comuns no país, do tipo gulabi e desi, sendo todos com grande potencial tecnológico (HEIRAS-PALAZUELOS et al, 2013). Recentemente, o país passou a contar com produção desses grãos, sendo que cultivares do tipo desi e kabuli já são encontrados entre os registros do Ministério da Agricultura e Pecuária. Neste trabalho, grãos dos três tipos, doados por produtor nacional, foram analisados e comparados. Material e métodos: A análise de percentual de umidade, cinzas, proteínas e lipídeos seguiu o recomendado pela AOAC. Carboidratos totais foram estimados por diferença. Também foram avaliados pesos e volumes médios dos grãos, por gravimetria, além de suas colorações por análise em colorímetro. Resultados e discussão: Os dados da composição centesimal indicam que as composições dos grãos cultivados no Brasil estão dentro do esperado, em comparação aos dados da literatura e na Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TBCA). Especial atenção foi dada aos teores de proteínas, que variaram em torno de 20 % do peso total dos grãos. Embora haja grãos de diferentes tipos, seus volumes e pesos foram bastante similares, não indicando diferença entre os tipos. Nas análises de colorações, os grãos do tipo desi se destacaram indicando tonalidade mais escura e com tendência a tons avermelhados. Conclusão: Os dados indicam que as características destes grãos são semelhantes aos citados na TBCA, e que seus teores de proteínas os confirmam como fontes proteicas. Os dados demonstram que os grãos tem alta similaridade, com diferenças mais fortemente caracterizadas em suas colorações das cascas, sendo os do tipo desi com cascas de colorações marrons, De acordo com a literatura, deve haver diferenças na composição de outros componentes não determinados neste trabalho, como os compostos fenólicos, objeto de estudos futuros.
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