O AFETO NA SALA DE AULA: REFLEXÕES A PARTIR DO PIBID - HISTÓRIA
Resumo:A principal motivação para este trabalho foi a experiência de ser afetado pelos alunos durante as vivências no PIBID História. Longe de ser um aspecto secundário, a afetividade mostrou-se o eixo central das relações em sala de aula, possibilitando novas formas de interação e aprendizagem. Como afirma Vigotski (2010), “O meio exerce essa influência, como colocamos, pela vivência da criança, ou seja, de acordo com o que a criança elaborou na sua relação interior para com um ou outro elemento, para com essa ou aquela situação no meio” (Vigotski, 2010, p. 691), o que reforça a inseparabilidade entre pensar e sentir na prática educativa. O estudo fundamenta-se na Psicologia Histórico-Cultural, que compreende a unidade afetivo-cognitiva como mediadora no processo de aprendizagem. Para Gomes e Mello (2010), os afetos “são o começo e o fim de toda a aprendizagem e de todo o desenvolvimento humano” (Gomes; Mello p. 690), o que ressignifica o lugar do professor como mediador de vínculos, sentidos e conhecimentos. As experiências ocorreram no 6º2 da Escola Estadual Professor Viana, durante as atividades do PIBID - História. Foram realizadas propostas de análise de fontes históricas, rodas de leitura e aulas expositivas-dialogadas, com o objetivo de observar como o afeto poderia atuar como mediador na relação entre professor, aluno e conhecimento. Constatou-se que o afeto estabelecido entre pibidianos e estudantes foi determinante para o respeito mútuo, a melhoria da interação e o maior engajamento nas atividades. Ao trabalhar conteúdos de História, como a análise de documentos e narrativas, os vínculos afetivos favoreceram a participação e a construção coletiva do conhecimento. As vivências no PIBID - História evidenciam que a afetividade é elemento estruturante no ensino de História. Mais do que um recurso, ela se constitui como fundamento da prática docente, sendo também formativa para os futuros professores.
Referência 1:GOMES, Cláudia A.V.; MELLO, Suely A. Educação escolar e constituição do afetivo: algumas considerações a partir da Psicologia Histórico-Cultural. Perspectiva, v. 28, n. 02, p. 677-694, 2010.
Referência 2:VIGOTSKI, Lev S. Quarta aula: a questão do meio na pedologia,. Psicologia USP, v. 21, p. 681-701, 2010.