| Resumo: | Introdução/Referencial Teórico: A paralisia cerebral (PC) é uma lesão permanente e não progressiva do sistema nervoso em desenvolvimento que afeta o tônus, os reflexos e as posturas. O distúrbio motor que define a paralisia cerebral pode prejudicar a mecânica respiratória e a tosse eficaz, assim as intervenções fisioterapêuticas devem maximizar as funções físicas e musculoesqueléticas. O Método Reequilíbrio Toracoabdominal (RTA) é baseado na reorganização do sinergismo muscular respiratório, por meio da terapia manual global, e tem demonstrado respostas positivas. O objetivo do estudo foi analisar os efeitos agudos do método RTA em uma criança com PC e síndrome rara. Materiais e métodos: Realizou-se estudo de caso, aprovado pelo comitê de ética, de uma criança de 3 anos com mutação no gene PPP3CA, atendida na Clínica de Fisioterapia da UNIFAL-MG. Mensurou-se parâmetros de frequência cardíaca (FC), frequência respiratória (FR), saturação periférica de oxigênio (SpO₂) antes e após cada atendimento. O tratamento consistiu em manuseios de RTA (posicionamento adequado, desimpactação da coluna, alongamento da musculatura inspiratória, mobilizações torácicas, apoio abdominal inferior, apoio toracoabdominal, apoio ileocostal e descolamento abdominal), com duração de 20 minutos, 2 a 3 vezes semanais, no período de 3 meses. Analisou-se os dados estatisticamente, pelo teste Wilcoxon, considerando nível de significância 5% (p |