AVALIAÇÃO DE ATIVIDADE ANTIMICROBIANA DE ÓLEOS ESSENCIAIS DE ORIGANUM VULGARE FRESCO E DE ORIGEM COMERCIAL
Resumo:O uso de óleos essenciais como potenciais agentes terapêuticos tem ganhado destaque devido ao aumento da resistência microbiana a antimicrobianos convencionais. O Origanum vulgare (orégano) apresenta elevado potencial bioativo, principalmente pela presença dos fenóis carvacrol e timol, responsáveis por sua atividade antimicrobiana. Este trabalho teve como objetivo estudar o óleo essencial do orégano e comparar a atividade antimicrobiana de amostras obtidas a partir de duas matérias-primas distintas: orégano fresco e orégano comercial adquirido no mercado. As extrações foram realizadas pelo método de hidrodestilação em aparelho de Clevenger, utilizando como matéria-prima plantas frescas, coletadas em Alfenas-MG (outubro-novembro de 2024 e fevereiro de 2025- óleos 1 e 2) e amostras comerciais desidratadas (óleos 3-5). A atividade antimicrobiana foi avaliada frente a Staphylococcus aureus (ATCC 6538), Escherichia coli (ATCC 25922) e Candida albicans (ATCC 90028) pelo método de microdiluição em caldo, seguindo protocolo do CLSI (2006, 2008), para determinação da Concentração Inibitória Mínima (CIM) e Concentração Microbicida Mínima (CMM). Os resultados mostraram efeito antimicrobiano relevante em todas as amostras, variando conforme o óleo e o patógeno. Um óleo obtido de orégano comercial (óleo 3) e uma extração da planta fresca (óleo 2) apresentaram maior atividade frente a E. coli, com CIM entre 200–400 μg/mL e efeito bactericida na mesma concentração. Para S. aureus, todos os óleos exibiram CIM entre 400–800 μg/mL, sendo que os óleos 2 e 3 apresentaram ação bactericida. O óleo comercial 4 destacou-se frente a C. albicans, com CIM e CMM entre 200–400 μg/mL, sendo fungicida nessa concentração. Comparados aos antimicrobianos de referência, os óleos apresentaram atividade inferior, mas satisfatória para produtos naturais. Conclui-se que óleos essenciais de O. vulgare, obtidos tanto de orégano fresco quanto de amostras comerciais, exibem atividade antimicrobiana significativa e configuram alternativas promissoras. Estudos sobre sua composição química estão em andamento.
Referência 1:BARROS, J. et al. Antimicrobial activity of essential oils: microdilution method with resazurin. Brazilian Journal of Biology, v. 81, n. 2, p. 433-439, 2021.
Referência 2:BORA, P. et al. Essential oils: extraction, bioactivities, and their applications. Plant Archives, v. 22, n. 1, p. 45-54, 2022.
Referência 3:ZENGIN, G. et al. Essential oils and plant extracts as bioactive natural products: therapeutic potential and applications. Journal of Ethnopharmacology, v. 259, p. 112859, 2020.