| Resumo: | Este trabalho apresenta um relato de experiência de duas licenciandas de Ciências Sociais, bolsistas do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), que retornaram à escola não mais como alunas, mas como professoras em formação. Essa mudança de papel traz muitos desafios e aprendizados, além de transformar a forma de ver a escola e a própria identidade docente. No início da iniciação à docência, na Escola Estadual Prefeito Ismael Brasil Corrêa, a sensação comum era de insegurança: o medo de não ser ouvidas, de não conseguir explicar os conteúdos de forma clara ou de não corresponder às imagens idealizadas dos professores que marcaram nossas trajetórias escolares. Planejar aulas, corrigir atividades e estar diante da turma parecia muito mais difícil do que se imaginava quando se ocupava o lugar de estudante. Com o tempo, porém, a prática mostrou que ser professora se aprende no encontro com os estudantes. Pequenos gestos, como um “bom dia” ou um “até semana que vem”, revelaram que os estudantes reconheciam e valorizavam o esforço das professoras em formação. Momentos simples como esses ajudaram a consolidar a identidade docente, dando sentido ao caminho escolhido. Essa experiência também reforçou a compreensão de que ensinar não é apenas transmitir conhecimento, mas construir junto, de forma coletiva, em diálogo com a turma. O PIBID, nesse sentido, atuou como uma ferramenta de transformação: possibilitou que o espaço escolar fosse visto não apenas como local de aplicação de conteúdos, mas como campo de experiências vivas, de trocas e de aprendizagens recíprocas. Se, no início, o desejo era simplesmente atuar na educação básica, a experiência despertou também o interesse pela vida acadêmica e pela produção de conhecimento. Independentemente do caminho futuro, foi no contato com os estudantes, mediado pelo PIBID, que as antigas alunas se reconheceram, enfim, como futuras professoras.
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