| Resumo: | A investigação das interações proteína-nanomaterial constitui um campo emergente da físico-química, com aplicações em nanotecnologia, biomedicina e sistemas de liberação controlada. As nanopartículas de ouro (AuNPs), devido à sua estabilidade coloidal e propriedades ópticas, apresentam grande potencial em sistemas biomoleculares (SANTOS; MATOS; MAZALI, 2022; PUCCI et al., 2022). A lisozima, por sua vez, é uma enzima globular amplamente estudada por sua função antimicrobiana e papel fundamental na imunidade inata (HAMAGUCHI et al., 1960; RAGLAND; CRISS, 2017; BERGAMO; SAVA, 2024), sendo considerada um modelo experimental robusto para compreender interações proteína-nanomaterial. A espectroscopia de fluorescência constitui uma ferramenta de alta sensibilidade para investigar a supressão de emissão de proteínas e compreender processos de reconhecimento molecular (COELHO et al., 2019; GLÖCKNER; KLEBE, 2021). Por meio dessa técnica, é possível extrair parâmetros termodinâmicos relevantes, como energia livre de Gibbs, entalpia e entropia, permitindo elucidar os mecanismos físico-químicos envolvidos. O objetivo deste trabalho foi caracterizar termodinamicamente a interação entre AuNPs revestidas com citrato e lisozima, utilizando espectroscopia de fluorescência para determinar constantes de ligação, estequiometria e parâmetros energéticos. A pesquisa encontra-se em andamento e, até o momento, foram definidos o método de síntese das AuNPs (redução de HAuCl₄ com citrato de sódio, adaptado de SANTOS; MATOS; MAZALI, 2022) e sua caracterização preliminar quanto ao tamanho médio obtido de 5 nm. Espera-se que os resultados forneçam informações sobre os mecanismos de interação e reconhecimentos moleculares, contribuindo para o desenvolvimento de nanoestruturas supramoleculares com aplicações biomédicas, industriais e tecnológicas (SADIQ; GILL; CHANDRAPALA, 2021)
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