VIOLÊNCIA SIMBÓLICA E NORMAS DE GÊNERO: PERSPECTIVAS SOBRE A TRANSEXUALIDADE NA ESCOLA
Resumo:Os discursos de ódio, que visam a deslegitimação da existência trans, materializam-se em violência e exclusão social. Consequentemente, as escolas tornam-se palco dessa violência, prejudicando e discriminando pessoas trans. A presente pesquisa busca investigar como a transexualidade é vista no contexto escolar, com foco nas percepções de professores, supervisores e diretores do Ensino Fundamental. O estudo busca analisar os discursos desses profissionais da educação, a fim de identificar possíveis manifestações de violência simbólica (Bourdieu e Passeron, 1992) contra alunos transexuais, compreendendo como as escolas lidam com questões de identidade de gênero. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa, utilizando entrevistas semiestruturadas como instrumento de coleta de dados. Os dados coletados serão analisados por meio da Análise de Conteúdo (Bardin, 2016), com o objetivo de categorizar os discursos e identificar padrões que revelem indícios de violência simbólica. A pesquisa pretende evidenciar se os discursos dos educadores reproduzem formas sutis de discriminação, destacando a necessidade de formação continuada sobre diversidade de gênero e a implementação de políticas educacionais inclusivas.
Referência 1:BOURDIEU, P.; PASSERON, J. C. A reprodução: elementos para uma teoria do sistema de ensino. 3. ed., Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1992.
Referência 2:BARDIN, Laurence. Análise de Conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2016.