| Resumo: | A própolis verde brasileira é coletada por abelhas Apis mellifera e é composta predominantemente por exsudatos vegetais e cera (Franchin et al., 2024). Este produto natural é amplamente reconhecido por suas propriedades terapêuticas, em especial pela atividade antioxidante, atribuída principalmente à presença de compostos fenólicos. A eficiência na recuperação desses metabólitos bioativos depende diretamente do método de extração, o qual pode influenciar tanto a composição química final quanto a atividade farmacológica dos extratos. Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo comparar diferentes métodos de extração de própolis e determinar o teor fenólico total e atividade antioxidante dos extratos secos. Para os ensaios, foram utilizadas 100 g de própolis verde brasileira (SisGen nº AFDE9B6), coletada em Guaxupé, Minas Gerais, e 330 mL de soluções hidroetanólicas contendo 10%, 20%, 30%, 40% ou 80% de etanol. No método de extração a quente, as soluções foram submetidas a banho-maria a 70 °C por 30 minutos; na extração a frio, mantidas à temperatura ambiente pelo mesmo período; e, na extração assistida por ultrassom, submetidas a ondas mecânicas controladas durante 30 minutos. Após os procedimentos, os extratos foram concentrados em rotaevaporador a 45 °C. A quantificação dos compostos fenólicos totais foi realizada pelo método de Folin-Ciocalteu, e a atividade antioxidante foi avaliada pelo ensaio FRAP. Os resultados demonstraram que a extração a quente apresentou maior níveis de compostos fenólicos, especialmente com etanol a 80% (100,94 ± 3,70 mg GAE/g), além da maior capacidade antioxidante (765,59 ± 22,52 mg AAE/g). Conclui-se que todos os métodos avaliados são viáveis para a obtenção de extratos de própolis verde, com destaque para a extração a quente, considerada mais eficiente. A padronização das condições de extração contribui para a reprodutibilidade e assegura maior qualidade dos extratos, favorecendo sua aplicação científica e comercial.
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