| Resumo: | A produção de vinhos no sul de Minas Gerais destaca-se pela qualidade das uvas e
reconhecimento nacional, porém, como em toda produção industrial, gera uma grande quantidade de
resíduos agroindustriais, como engaço, bagaço, semente e borra. Estes resíduos podem representar risco
ambiental, mas também constituem fontes potenciais de compostos bioativos. Por tanto, este estudo,
avaliou a composição fenólica e flavonoide, bem como o potencial antioxidante de extratos
hidroetanólicos (70%) de diferentes resíduos da uva Vitis vinífera variedade ‘Pinot blanc’ cultivada em
Botelhos, MG e cedida pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG). Após a
coleta, as amostras foram secas em estufa com circulação de ar à 55 °C, moídas e submetidas à
extração por maceração simples em etanol 70% por três dias, seguidas de rotaevaporação e liofilização.
Os resultados mostraram maior teor fenólico na borra (98,10 ± 0,58 mg GAE/g) e em extratos do
engaço (39,30 ± 1,39 mg GAE/g) e bagaço com semente (48,74 ± 0,84 mg GAE/g). Foram encontrados
mais flavonoides no engaço (2,54 ± 0,10 mg QE/g). O ensaio DPPH indicou alta capacidade
antioxidante no bagaço e semente (84,88 ± 1,64 μmol TE/g), seguido pela borra (66,78 ± 1,81 μmol
TE/g) e engaço (40,34 ± 0,91 μmol TE/g). Resultados de FRAP mostraram maior potencial redutor de
ferro no engaço (842,79 ± 5,94 μM FeSO 4 /g), seguido por borra (136,00 ± 2,60 μM FeSO 4 /g) e bagaço
com semente (366,39 ± 18,24 μM FeSO 4 /g). Em conclusão, estes resíduos possuem elevado conteúdo
de compostos bioativos e significativa atividade antioxidante, evidenciando seu potencial para
desenvolvimento de produtos de valor agregado e aplicações sustentáveis. Estudos futuros serão
realizados para avaliar aplicações específicas desses extratos, considerando sua composição e
propriedades funcionais.
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