| Resumo: | Desde os primórdios da ciência, o código genético instiga pesquisadores por carregar em si a chave da individualidade biológica. Pequenas variações em sua estrutura, somadas a fatores ambientais, determinam desde características únicas até predisposições a doenças hereditárias. Ao longo do tempo, esses enigmas impulsionaram o avanço da genética moderna e abriram caminho para novas formas de interpretar os mecanismos da vida. Entre as propostas emergentes, destaca-se a aplicação de conceitos matemáticos, especialmente oriundos da teoria da comunicação, na tentativa de compreender o DNA como uma linguagem sujeita a ruídos e variações. O objetivo deste estudo é aplicar estruturas algébricas à análise do código genético, explorando ferramentas como Diagramas de Hasse, reticulados booleanos, rotulamentos e distâncias de Hamming. A modelagem se fundamenta em Fernandes (2021), utilizando as permutações do conjunto Z4 = {0, 1, 2, 3} para representar os nucleotídeos A, C, G e U. A partir dessas permutações, os códons são dispostos em rotulamentos A, B e C, conforme Faria (2011), cuja organização geométrica auxilia na visualização das relações entre bases. Em Sanchez (2005) os diagramas de Hasse são construídos hierarquicamente, priorizando segunda, primeira e terceira base, conforme Alberts (2017), permitindo observar como mutações alteram a codificação de aminoácidos e o que as consequências das propriedades físico-químicas daqueles resultantes pode significar. Ainda que em fase inicial, esta pesquisa já aponta o potencial da Matemática como aliada na compreensão da Biologia Molecular, possibilitando trabalhar na análise e correlação, através de comparações reais de proteínas com suas alfa e beta hélice mutadas (estruturas mais bem caracterizadas na literatura), da distância de Hamming, dos diagrama de Hasse, e os possíveis impactos mutacionais. Espera-se expandir a análise com integração a bancos de dados genômicos, aprofundamento estatístico e estudo das propriedades físico-químicas dos aminoácidos.
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