| Resumo: | Devido ao descarte inadequado de embalagens plásticas, observa-se o agravamento dos
problemas ambientais, pois a reciclagem é dificultada pela contaminação com resíduos alimentares. Como
alternativa, destacam-se os biofilmes à base de polímeros naturais, por serem biodegradáveis, sustentáveis
e apresentarem propriedades funcionais, como barreira contra gases e umidade. Nesse contexto, a utilização
de resíduos agrícolas surge como possibilidade promissora. Entre eles, a casca do maracujá-amarelo, rica
em fibras e pectina, constitui matéria-prima viável para filmes biodegradáveis, além de ser um subproduto
de alta disponibilidade no Brasil. A produção de bioplásticos a partir de resíduos orgânicos permite
desenvolver filmes comestíveis incorporados com polímeros de origem natural, como β-glucana e
carboximetilcelulose (CMC), que melhoram propriedades antioxidantes, mecânicas e de barreira,
ampliando suas aplicações. Neste estudo, a casca de maracujá-amarelo (Passiflora edulis) foi seca, triturada
e transformada em farinha, utilizada para extração de bioativos e produção dos filmes. Os biofilmes foram
obtidos pelo método solvent casting, incorporando pectina, CMC, β-glucana e glicerina. Em seguida, foram
caracterizados quanto à espessura, solubilidade em água e permeabilidade ao vapor d’água. Os resultados
indicaram que cerca de dois terços dos compostos fenólicos foram extraídos nos primeiros cinco minutos,
atingindo aproximadamente 90 µg·mL⁻¹ AGE após 40 minutos. Filmes com CMC apresentaram menor
espessura (0,1289 mm) e alta solubilidade em água (100%), enquanto os de pectina exibiram maior
espessura (0,1583 mm) e menor solubilidade, sugerindo maior resistência. A permeabilidade ao vapor
d’água aumentou em concentrações intermediárias de extratos fenólicos, mas reduziu em níveis elevados.
Conclui-se que a produção de biofilmes a partir da casca do maracujá é eficiente. A adição de pectina, CMC
e β-glucana contribuiu para o aprimoramento funcional, confirmando o potencial desses filmes como
alternativa sustentável às embalagens plásticas.
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| Referência 1: | del Olmo, R., Mohedano, M., Mingo, B., Arrabal, R., & Matykina, E. (2019). LDH post
treatment of flash PEO coatings. Coatings, 9(6). https://doi.org/10.3390/coatings9060360 |
| Referência 2: | Iseppi, R., Zurlini, C., Cigognini, I. M., Cannavacciuolo, M., Sabia, C., & Messi, P. (2022).
Eco-Friendly Edible Packaging... Foods, 11(17). https://doi.org/10.3390/foods11172632 |
| Referência 3: | Teles, G. H., dos Santos, E. C., da Silva, G. B., Gabriel Lopes Da Silva, M., Maria da Silva, J.,
de Moraes Rocha, G. J., de Barros Pita, W., & Ribeiro, E. (2023). Full utilization of the yellow
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